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FINAL DE JOGO

Uma Língua difícil para a Galiza

10:30 01/10/2008

Polo pouco que sei sobre as relações entre essas abstrações que são “a língua” e “a sociedade”, qualquer língua escrita é muito difícil de dominar. Frente à fala, que se vai aprendendo como parte do processo de comunicação (que inclui outras cousas), a língua escrita acarreta anos de aprendizado formal, desde a caligrafia até à prosa mais elaborada. O maior ou menor número de anos é circunstancial para compreendermos em que consiste o processo de aprendizagem da escrita: consiste no estabelecimento de critérios de classificação social entre a gente “que sabe” e a que “não sabe”. Isto é assim na China com os seus milhares de caracteres, no Japão com os seus quatro sistemas gráficos, ou no crioulo papiamentu com a sua ortografia pretensamente “fonémica”. Ou, evidentemente, na Galiza. Isto é assim em qualquer sociedade de classes.

Pretender que uma escrita “fácil” vai solucionar a questão da classificação social é apenas desviar ou mascarar o problema, de maneira populista. A Língua, como recurso simbólico que galvaniza identidades nacionais, é sempre difícil. Até no seio das elites literárias, inteletuais e académicas --aquelas das quais se espera maior controlo de todos os elementos do complexo sistema da escrita-- existem irregularidades e erros ortográficos e normativos em geral, suscetíveis de serem vistos como marcas de imperícia. Claro que, igual que entre o “povo”, entre as elites há gradações, nomeadamente entre a perícia absoluta e a imperícia relativa. Mas deve existir uma fronteira entre as categorias, estabelecida pola capacidade classificadora da mente humana, e baseada dalguma maneira na acumulação de particularidades e “erros” relativamente ao modelo ideal de escrita. A partir de certa co-ocorrência de a-normalidades de vários tipos, incluindo as estilísticas, alguém “escreve mal”; alguns erros menos, e outra pessoa já “escreve bem”.

O fenómeno, paralelo na oralidade, fundamentase na própria natureza da língua como sistema: a transformação dos contínuos orais ou escritos em sistemas discretos que, por sua vez, se tornam em signos globais. Daí surgem categorias nativas como “castrapo”, “portuñol”, “galego de televisão”, “galego oficial”, “galego ilgueiro”, “galego reintegrado”, “galego lusista” ou “português”. A relação não procura ser exaustiva, mas patenteia que, ainda compartilhando estes sistemas uma grande parte das soluções orais ou gráficas, uns poucos traços orais ou escritos diferenciais são interpretados pola comunidade falante como altamente simbolizadores.

A categorização social funciona de maneira semelhante, tanto no referido à língua quanto a outras condutas que implicam o uso e exibição de símbolos de identidade ou de status. E, por metonímia ou contágio, o uso de um ou outro sistema converte-se em marcador de uma ou outra identidade ou status. Na realidade, a idealização que a mente impõe opera sobre cada um dos sistemas de língua mencionados. Tautologicamente, quando um conjunto de elementos é um sistema, não pode deixar de ser sistemático e de ter vocação de normativo. Por isso, qualquer um destes sistemas é, também, suscetível de se converter naquela norma absoluta cujo domínio igualmente absoluto é símbolo de prestígio ou de poder, quer dizer, em Língua. Por outras palavras: qualquer Língua é igualmente difícil.

A Galiza como construção tem agora uma oportunidade de começar a entrar numa nova fase do jogo de classificação social a meio da Língua. Pretender que na sua história a Galiza vai escapar a esta lógica da Língua escrita em função da forma concreta escolhida como norma é fútil... se não escapar, simultaneamente, à logica do Capital, o qual, infelizmente, não parece muito próximo. Neste sentido, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, recentemente aprovado polo parlamento de Portugal e a ponto de ser sancionado oficialmente polo presidente do Brasil, leva o caminho --na minha opinião dificilmente obstaculizável-- de se tornar no instrumento de unificação da escrita das múltiplas variedades portuguesas na chamada “globalização”, isto é, nessoutro ponto de referência absoluto em relação ao qual se redefinirão as “perícias” e as “imperícias”. A lógica classificatória da Língua portuguesa cobrará, assim, maior transparência, o qual deveria ser útil para compreendermos várias questões. Primeiro, o funcionamento dessa própria lógica, incluindo os mecanismos de construção das categorias “Falantes” ou “Povo”. Segundo, o lugar de cada comunidade imaginada polo poder da escrita (a Galiza, Portugal, o Brasil) dentro da comunidade de Língua. Terceiro, os papéis das elites respetivas tanto internamente quanto na concorrência simbólica internacional.

A recém criada Academia Galega da Língua Portuguesa, que elegeu o professor José-Martinho Montero Santalha como presidente, deve compreender bem a importância desta conjuntura histórica. Seria cegueira negar que qualquer pessoa que escreve habitualmente tem na cabeça uma Academia ideal da Língua, exista ou não esta como instituição, e chame-se como se chamar. Sabendo ou imaginando “como se escreve” a sua língua, à partida ninguém quer escrever contra o seu próprio modelo exceto com marcadas finalidades estilísticas ou ideológicas (literatura, agrafismo deliberado, resistência). As Academias da Língua (com esse nome ou com outro) podem gerar mais ou menos aceitação ou rejeitamento (a mim, pessoalmente, pouco do primeiro), mas, num processo de destilação de acima para abaixo, a realidade é que os seus critérios e práticas de “correção idiomática” vão entrando em setores da população escrevente, que, além de utilizarem as letras para a comunicação diária (e talvez nem “além de”: a comunicação por SMS ou por rápido correio eletrónico, por exemplo, não procura ser académica), querem saber onde se situam a respeito desse absoluto que é a Língua e portanto a Nação.

Neste sentido, uma Academia cujos próprios membros e membras (membras, sempre poucas: a Língua, como o poder do Capital, é-che uma cousa muito masculina) não utilizam ou não utilizarem publicamente com todo o rigor (na sua literatura; nas suas colunas habituais nos jornais; nos seus artigos científicos; nos seus discursos) as normas ortográficas e morfológicas que ela propõe e o léxico não contaminado (por definição) que ela impulsiona, é singularmente peculiar como tal Academia. Esta agrupação de pessoas poderá ser uma instituição de cultura, mas não uma Academia que deva ser legitimada como “critério de correção” numa sociedade de classes linguisticamente normal, isto é, numa sociedade classificada (também) pola perícia na Língua, que é inerentemente difícil, e --mal que lhe pese ao populismo-- inerentemente transformadora das identidades: porque o labrego que chegou a aprender a Língua, quando a aprendeu já não foi labrego. Da mesma maneira, uma sociedade literária que ensina democraticamente essa Língua escrita durante décadas para que, afinal quase ninguém a aprenda bem, não deve acusar quem utilizar um outro modelo de Língua, não ensinado nem promocionado, do elitismo que ela própria, por sistema, pratica. Não poderia ser doutro jeito, pois só são elites aqueles grupos que destacam, precisamente, porque toda a população tem, teoricamente (“democraticamente”), acesso aos mesmos recursos cujo domínio confere distinção às elites.

A Língua é difícil. E Khalepá tá kalá, diz que disse Platão (que eu não o li): “O difícil é belo”. Ou, numa tradução alternativa pós-moderna que me ensina a Internet para a ocasião: “Se vale a pena levá-lo a cabo, vale a pena levá-lo a cabo bem”. Por uma vez depois de tantos séculos, seria interessante.

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Comentarios (76)

Carlinhos #1 1/Outubro/2008 Carlinhos
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Parabéns, obrigadinho e um abraço.

EVAZSOU #2 1/Outubro/2008 EVAZSOU
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Pois. A ver se de uma vez apanhamos o "comboio" da Língua que perdemos na história tantas e tantas vezes e arranjamos de vez as nossas carruagens. Obrigado.

Ernesto

suso #3 1/Outubro/2008 suso
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Vaites, vaites...
Ainda não se apresentou publicamente, e já ha gente a pontificar sobre "como deve ser" e "como deve agir".... (desculpa o termo "pontificar", reconheço que é maldade...).

Bom, isto vai funcionar. Que falem dum ainda que seja bem....
E, natrualmente, todas as opiniões e contributos são legitimas e bem-vindos...

OBSERVADOR #4 1/Outubro/2008 OBSERVADOR
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É evidente que uma Academia Galega da Língua Portuguesa sem o Prof. Celso Álvarez Cáccamo não pode ser uma Academia séria.

bertus #5 1/Outubro/2008 bertus
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OBSERVADOR #6 1/Outubro/2008 OBSERVADOR
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Não se anula nada!

Estes isolatas são negados de tudo. Quem anula é a ortografia espaÑola que usas, Bertus-lei-de:

irmán ANULA irmau e irmao

porém IRMÃO COMPREENDE TODAS AS ANTERIORES.

Ai, que cruz.

bertus #7 1/Outubro/2008 bertus
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xaviersouto #8 1/Outubro/2008 xaviersouto
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Que vergonha! Na Extremadura hai seis mil (6000) alunos no ensino oficial que já estam aprendendo galego-português, enquanto na Galiza seguimos a viver de costas ao país vizinho, por nom se sabe que temor a sermos contagiados... de que? Nom hai muito tempo dizia umha vaca sagrada da RAG que o que mais temia eram as interferências do português com o galego. Viver para ver! As interferências do castelhano seica nom lhes preocupa nada aos académicos e os escritorzinhos que ocupam a cena mediática do país. A desorientaçom da gente é total com estes líderes culturais.

Anti_Lusista #9 1/Outubro/2008 Anti_Lusista
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xaviersouto #10 1/Outubro/2008 xaviersouto
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E o BNG, na verdade, podia molhar-se um pouco mais neste assunto. O único que se vai salvando é o Camilo Nogueira, que nesto do idioma tem-no claro.

Hermerico #11 1/Outubro/2008 Hermerico
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Da igual como o chames se tes claro que é a mesma língua, e que nom é um dialecto do castelhano, entom nom o escrevas em castelhano e limpa-o de castelhanismos.

Caotinha #12 1/Outubro/2008 Caotinha
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Não concordo com o xaviersouto quando diz que o único que se salva no BNG nisto do idioma é o Camilo Nogueira, já que não age como um verdadeiro defensor do reintegracionismo. Tudo em teoria, na prática nada de nada. Ainda estou a esperar hoje em dia para ver o primeiro escrito de Camilo Nogueira escrito corretamente na nossa língua, quer dizer, sem estar escrito à castelhana. Nisto incluiria a todas as pessoas militantes do BNG, quer nas suas responsabilidades políticas quer nas suas responsabilidades institucionais que não asumem o reintegracionismo coerentemente no dia-a-dia. Muito reintegracionistas mas quando lhe dão alguma responsabilidade política já agem de outra maneira.

OBSERVADOR #13 1/Outubro/2008 OBSERVADOR
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Caotinha, o certo é que na prática o sr. Nogueira tem feito bastante lá no Parlamento Europeu.

Mas tens razão quando dizes que não age como um defensor do reintegracionismo. Eu diria-o de outra maneira: o Sr. Nogueira não é coerente NA SUA PRÁTICA ESCRITA na Galiza com a PRÁTICA ORAL E POLÍTICA que manteve na sua estadia como representante parlamentar em Bruxelas.

Por que? Chi lo sà...

OBSERVADOR #14 1/Outubro/2008 OBSERVADOR
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Bertus, escrever uma cousa e pronunciar (ou "prununciar", vale-me o mesmo) outra É O QUE A GENTE DO MUNDO FAZ HABITUALMENTE COM AS LÍNGUAS TODAS.

Não se fala como se escreve. Não. Não tal. Em nenhuma língua.

Nem em castelão nem em catalão, nem em euskara, nem em inglês, nem em chinês mirandês nem em crioulo papiamentu.

Não tal!

Celso #15 1/Outubro/2008 Celso
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A Suso #3: Relê, please ;-):

"Uma Academia cujos próprios membros e membras (...) não utilizam (...) publicamente com todo o rigor (...) as normas ortográficas e morfológicas que ela propõe e o léxico não contaminado (por definição) que ela impulsiona, é singularmente peculiar como tal Academia. Esta agrupação de pessoas poderá ser uma instituição de cultura, mas não uma Academia que deva ser legitimada como "critério de correção" (...) Uma sociedade literária que ensina democraticamente essa Língua escrita durante décadas para que, afinal quase ninguém a aprenda bem, não deve acusar quem utilizar um outro modelo de Língua, não ensinado nem promocionado, do elitismo que ela própria, por sistema, pratica." ;-)

A OBSERVADOR #4: Desde fora, a AGLP parece-me um projeto interessante, levado a cabo com seriedade, e potencialmente importante. O coletivo que está a formá-la merece todo o meu respeito inteletual.

OBSERVADOR #16 1/Outubro/2008 OBSERVADOR
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Parece mentira mas não é.

Vou pôr um exemplo de acento caipira:

Num fáli qui tá gostânu, (=Não fale que está gostando)
Di arguêim qui ocê num cunhéci. (=De alguém que você não conhece)
Ocê pódi tá si inganânu, (=Você pode estar se enganando)
I ingânu a gênti num isquéci. (=E engano a gente não esquece)


Qual entendestes melhor?

Hermerico #17 1/Outubro/2008 Hermerico
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Camilo Nogueira, "reintegracionista" militante do castrapo. E no seu queridíssimo parlamento europeio nom lhe ficava outra, ou isso ou pedir tradutor de espanhol.

xirona #18 1/Outubro/2008 xirona
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Perdoen a indiscreción, falo un pouco de xaponés. Explíqueme cal é o cuarto sistema gráfico do xaponés. Eu coñezo hiragana, katakana e kanji...o Roomayi, é simplesmente un sistema de romanización para estranxeiros (é dicir para as persoas que temos linguas que carecen de ideogramas ou con outras formas alfabéticas).
Señor Cáccamo, cal é o cuarto sistema gráfico?
Por certo, o chinés ten ideogramas (non son caracteres), se o foran poderían ter unha correspondencia entre ideograma (ou conxunto deles) e pronuncia, pero non a hai. Cada ideograma, tanto no chinés coma no xaponés posue varias pronuncias que se soen combinar no caso do chines con outros ideogramas e no caso do xaponés con ideogramas (kanji), ou algún hiragana.

Só pretendía puntualizar. Obrigadísimo!

Doomo Arigatoo gozaimasu!

xaviersouto #19 1/Outubro/2008 xaviersouto
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Pertencer a comunidade lusófona é uma oportunidade de ouro para nom ficarmos ailhados no mundo, orgulhosos e ignorantes, gabándomo-nos como novos ricos do que até onte mesmo nos faltava, desprezando o que foi logrado nos países que puderom cultivar a língua em liberdade durante séculos, para consagrarmos um castrapo deturpado, vulgar e castelhanizado com a desculpa do "uso popular". Escrever como fala o povo. Isso sim que é engraçado: Ocorreu algumha vez na história do mundo? Os escritores romenos na mitade do século XIX, para renovarem o seu idioma, limparom-no de palavras eslavas, substituindo-as por outras de origem latino a través do francês, em umha proporçom enorem, nom me lembro agora dos percentagens exatos. Esse caudal léxico somou-se ao que ficou inalterado, e desde entom a língua romena tomou umha nova fisionomia, que é a actual. Quero dizer que a possibilidade de influir no desenvolvimento da língua em umha direçom ou em outra é real e depende de nós.
Acho que devemos tirar proveito dessa enorme comunidade de falantes portugueses que alentam no mundo. Quem é o que pode ponher isto em dúvida? Se até os isolacionistas tenhem que reconhecer a necessidade dessa integraçom e suas vantagens práticas, especialmente quando os intolerantes criticam implacavelmente a pouca utilidade do galego e sua escassa rentavilidade. Se até os escritores isolacionistas, que falam e falam da construçom da língua, quando querem encontrar soluçons acordes com o verdadeiro espíritu da língua, tenhem de recorrer ao "galego" normalizado, que é o que se fala e se escreve em Portugal, o que lá grandes talentos escreverom com mestria e com gênio. E nom se entenda que eu digo que aqui nom tenham existido grandes mestres da literatura no nosso idioma.
E bem, ou somos capazes de integrarmo-nos no mundo a través do galego-português ou teremos de fazê-lo a través do castelhano. Essa é a alternativa.

Hispanico #20 1/Outubro/2008 Hispanico
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#18
E logo nom lhe avonda com três?

"o Roomayi, é simplesmente un sistema de romanización para estranxeiros (é dicir para as persoas que temos linguas que carecen de ideogramas ou con outras formas alfabéticas)."

Bom, o mesmo que o ILG- RAG que você está a usar aqui é um sistema de castelanizaçom para os que nom sabem ainda (ou nom querem) usar o sistema ortográfico galego.

Moito "xaponés", mas para escrever em galego tem de empregar a ortografia castelã?

Celso #21 2/Outubro/2008 Celso
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Xirona #18:

"Explíqueme cal é o cuarto sistema gráfico do xaponés. Eu coñezo hiragana, katakana e kanji...o Roomayi, é simplesmente un sistema de romanización para estranxeiros"

O romaji utiliza-se também para nomes próprios estrangeiros, empréstimos, abreviaturas, e para o uso com computadores. Por isso é também um dos quatro sistemas de escrita "no Japão", como expressei.

Quanto à escrita chinesa, é mais complexa do que se entende por "ideográfica". O vocábulo "caracter" (ou "caractere") se utiliza comumente tanto para todo o símbolo complexo quanto para cada um dos componentes (pictográfico, ideográfico e/ou fonético). Por isso se pode falar dum ideograma como um "caracter ideográfico". "Caracter" é o termo geral (também "caracteres fonéticos, caracteres alfabéticos, caracteres pictográficos").

Não sou experto no tema, em absoluto.

GalizaPais #22 2/Outubro/2008 GalizaPais
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Mais tarde ou mais cedo teremos o nosso idioma nativo bem escrito:
http://br.youtube...
http://br.youtube...
http://br.youtube...
http://br.youtube...
http://br.youtube...
http://br.youtube...

Autodeterminacao #23 2/Outubro/2008 Autodeterminacao
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O nome da nossa Pátria em GALEGO é GALIZA. Em castelhano e para os Galícios é Galícia.
Se é Galego diga sempre GALIZA. Não te deixes colonizar e que te chamem Galício..
http://br.youtube.com/watch?v=...
http://br.youtube...
http://br.youtube...
http://br.youtube...
http://br.youtube...

Autodeterminacao #24 2/Outubro/2008 Autodeterminacao
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Não deixes que te chamem Galício , Galo, ou qualquer outra espécie de ave. Os galegos são HOMENS com H grande.

suso #25 2/Outubro/2008 suso
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Bertus:
Sobre pronunciar uma cousa e escrever outra:
Tu, quando escreves "queixo" pronúncias "KUEIXO"? Não, verdade? Então, se pronúncias "KEIXO", para que caralho escreves um "u" que não pronúncias? E pronúncias o "h" de "Hola"? E se pronuncias, em bom galego, 7 vogais, abertas e fechadas, por que escreves só 5?
Se pensas um pouco, verás que o que tu chamas "escrever igual que se fala" é simplesmente "escrever igual que como se escreve o castelhano". Não te molesta o "u" de queixo, pero sim o "a" de coração, pero segundo a tua pronuncia, ambas são iguais.

suso #26 2/Outubro/2008 suso
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Bertus:
É como esse chiste que diz: "os franceses, á porta, chamam-na "porte", e á camisa, "chemisse"...mas a um queijo, que todos podem ver que é um queijo....vão os fulanos e chamn-no "fromage"!!!!

OBSERVADOR #27 2/Outubro/2008 OBSERVADOR
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Apontamento para o Suso: os exemplos que puseste ("queso", "hola") também valem para o castelhano. Suponho que essa era a tua intenção. Mas então o que dizes não só demonstra que em Galego não se fala como se escreve, senão também que

EM CASTELHANO/CASTELÃO NÃO SE FALA COMO SE ESCREVE.

Portanto, deixemo-nos de "caralladas" e aprendamos a escrever.

curdomelidao #28 2/Outubro/2008 curdomelidao
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Susinho, era pelo que havia de argumentar eu, obrigado por aforrar-mo.
O bom das novas tecnologias é que tudo fica registado. Eu não vou intentar "pontificar", mas acho que o que não devera ser a AGLP é algo semelhante à RAG, hehehe...
Não perdais o debate da sexta sessão e como age a académica da RAG "A MI LA LENGUA QUE NO ME LA TOQUEN!!!"
http://consellodacultura.org/?...

bertus #29 2/Outubro/2008 bertus
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lavesedo #30 2/Outubro/2008 lavesedo
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Parabéns Celso, gostei moito do artigo, aínda que non concorde con algún das ideas expostas.
Obviamente hai "traços diferenciais altamente simbolizadores" que marcan variedades diastráticas ou incluso diatópicas, nas aldeas do Eo-Navia está moi vivo, moi presente, -por mor da inexistencia dun sentimento de pertenza a un sistema lingüístico concreto ou da ausencia dunb padrón aprendido na escola, quizais?-, e calquera falante pode precisar a orixe do seu interlocutor cunha precisión asombrosa.
E certo que clasificamos e que na sociedade actual, xa en poucos casos é, por desgraza, "inocente" a escolla dunha ou outra categoría dun sistema lingüístico, penso.
Porén, non concordo con isto:"(...)a perícia na Língua, que é inerentemente difícil, e --mal que lhe pese ao populismo-- inerentemente transformadora das identidades: porque o labrego que chegou a aprender a Língua, quando a aprendeu já não foi labrego".
Por que? Penso que isto si é certo de falares da lingua escrita, mais non da Lingua en maiúsculo que ti pos. Será populismo, mais eu non atopei nunca mellor argumento a prol do reintegracionismo que escoitar falar a miña caseira, moro no Morrazo, cun peón portugués que traballou pola zona. Falaban o mesmo idioma, -ela ao primeiro pensaba que el era de Muros ou Fisterra, polo sotaque estraño-, e nunca escoitei académico ningún, RAG ou da nova Academia, falar un galego desa calidade, no entanto ela pensa coma ti, que por ser labrega, por non ir á escola, non "aprendeu a lingua", que non fala ben. Son eu, sen apenas gheada, nin seseo, cun vocabulario deseguro máis pobre o que para ela fala ben.
Curiosamente, dende o reintegracionismo oúvense decote acusacións de "populismo" cara aos "ilgueiros". Mais, en todos os países, para alén da norma, da academia que a ditar, existen sempre zonas máis ou menos amplas que presumen de falar ben, de seren os que marcan esa norma, -e son zonas, non grupos sociais quen fai isto-; no español, no portugués, no inglés. Pero nós, que seica somos os máis populistas, non atopamos ese sentimento en bisbarra ningunha do país. Será a solución daquela procurar o padrón nun país estranxeiro por mor de engrosar as fileiras dun idioma "poderoso"?

piorno #31 2/Outubro/2008 piorno
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Para #29 bertus:

Nom, nom é certo. Nem os portugueses, nem os galegos, nem os espanhóis, nem os chineses, nem ninguém escreve como fala. Ninguém escreve em Alfabeto Fonético Internacional, nem cousa similar.

Muitas vogais átonas nom som pronunciadas por portugueses, mas som escritas. A pronúncia autóctone do 'v' como 'b' é comum em praticamente a metade norte de Portugal, igual que em toda a Galiza, falamos com sete vogais (menos na TVG) e escrevemos com cinco, etc.

A respeito do que referes a seguir, como explicam nas aulas de espanhol que 'muchacho' pode ser pronunciado 'mutchatcho', 'muxaxo' ou 'muyayo', ou que 'chiquillo' pode ser pronunciado 'tchikilho', 'xikijo', 'kijo' ou mesmo 'kiyo', ou que 'mojones' pode ser pronunciado 'moghones', 'mohóne' ou mesmo 'maóne', ou que 'salsa' pode ser pronunciado 'salsa', 'sarsa', 'zalza' ou 'zarza', ou que 'zarza' pode ser pronunciado 'zarza', 'sarsa', ou que comer pode ser pronunciado 'comer', 'comel', ...?

Ou, simplesmente, nom o explicam?

A língua falada, nomeadamente se tem umha extensom ampla, é diversa por natureza. Já a língua escrita, deve ser unificada. Porque, caso contrário, de umha língua (seja o galego, o espanhol ou o inglês) fazemos 50.

laurinha #32 2/Outubro/2008 laurinha
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Uma joia de artigo
compatilho-o cento per cento

Laurinha

laurinha #33 2/Outubro/2008 laurinha
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Mas o caminho fai-se andando e da nova há que aguardar a que comece a andar de verdade.
Acho que a última parte do texto do Celso, está quiçá criticando o sistema de escolha, ou não, como na parte primeira é uma analise com certo grau de abstração, não sei?.

A coerência dos académicos começa desde já.
Eu compartilho tanto o magnífico texto do Celso, (que é excepcional) que aguardo que o seu último giro da rota articular o futuro aponte claramente o seu erro.

Laura
Laurinha

Celso #34 2/Outubro/2008 Celso
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Três notas:

A bertus #29: Para uma criança que pronuncia [irmáw] é tão "difícil" ensinar-lhe que "irmán" como "irmão" se podem pronunciar de maneiras distintas. Claro que se tens uma escrita mais "fonémica" (como a da RAG), as contradições são mais aparentes. Na realidade, o processo de ensino não é o que se assinala aqui, mas o inverso: à criança ensina-se-lhe que a SUA pronúncia se escreve assim ou assado na língua de TOD@S.

A Lavesedo #30: Alguns argumentos do reintegracionismo também são populistas (como eu emprego o vocábulo): Falas coloquiais galegas são muito mais semelhantes a falas coloquiais portuguesas (ou brasileiras!) do que as respetivas normas "cultas". E, tipicamente, os registos orais cultos de "isolacionistas" e de "reintegracionistas" parecem-se muito mais entre si do que quaisquer deles às falas coloquiais. O populismo consiste em defender que qualquer Língua escrita "reflete" melhor a "fala do povo". Quando uma pessoa domina plenamente a Língua (não apenas usa a escrita, mas usa-a com regularidade e rigor para produzir textos formais), deixa de ser "labrego" ou "eletricista". Muitas destas pessoas passam a ser o que acho que Bourdieu chamou "(elites) inteletuais de primeira geração" (como ele próprio, acho), frente às pessoas que HERDAM a identidade de classe meia inteletual.

A "laurinha" #33: Os dous últimos parágrafos são reflexões gerais sobre as Academias ou instituições NORMATIVAS semelhantes, chamem-se "da Língua", "das Ciências", "das Letras" ou "Real". Nenhuma Academia cujos membros escrevam mal a sua própria norma tem legitimidade como instituição NORMATIVA. O seu "critério de autoridade" poderá estar reconhecido legislativamente, mas não estão a fazer Língua. Que cada um(a) observe as práticas escritas dos académicos e académicas e conclua o que quiser. O galego escrito deve ser o único idioma do mundo que é tratado socialmente como uma LÍNGUA BILINGUE (onde tudo vale em termos de incorreções, castelhanismos, etc.), e todo o mundo tão contente: continuam a tomar isto como amostra de cultura.

Outra cousa é que a diversidade da escrita se explore, como recurso estilístico, expressivo, literário, etc., DEPOIS da consolidação da unidade.

Não estou a falar de "purismo" (nem a defendê-lo!): estou a falar de as elites e as instituições fazerem Língua, que é o que lhes corresponde.

Celso #35 2/Outubro/2008 Celso
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PS: Falando de correção ;-), a formatação em código HTML comera alguns hifens do arquivo enviado. Obrigado a Vieiros por corrigirem a maioria dos problemas, mas ainda falta algum hifen: "José-Martinho" e "levá-lo a cabo" (no final).

bertus #36 2/Outubro/2008 bertus
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OBSERVADOR #37 2/Outubro/2008 OBSERVADOR
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Pois eu insisto em que uma AGLP sem Celso Álvarez Cáccamo, professor de Linguística Geral na UDC e ativo reintegracionista conhecido de tod@s, não pode ser tomada a sério. A sua ausência indica algo mais que a sua discordância pessoal com o projeto.

mceleiro #38 2/Outubro/2008 mceleiro
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Parabens polo artigo, Celso.

Eu desconfio muito dessas instituições clássicas chamadas Academias cheias de homens sacros celebrando aparatosas liturgias, mas é uma base, o referente ainda que seja para o destruir. A tradição herdada do Siècle des Lumières do que nós fomos privados, que não superamos por ainda não chergarmos.

Tenhamos uma Academia da Língua a sério e depois o tempo dirá. As Academias das Artes rebentaram para dar passo aos Arts & Crafts ingleses, os Vjuthemas russos, a Bauhaus alemã,...e assim até o infinito saindo a arte das vitrinas dos museus até chegar aos objectos que qualquer pessoa pode ter nas mãos. Esperemos que a Língua e Literatura na Galiza saia algum dia dos textos eruditos e impregne novamente o quotidiano.

Saudações.

mceleiro #39 2/Outubro/2008 mceleiro
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Aos antireintegratas do eterno debate, lembrar-vos que a faixa dialectal oriental da Galiza existe!!!!!

Com as nossas VOGAIS NASAIS. "pões" diferente de "pois", "de grão" diferente de "degrau", "de mães" diferente de "demais",...

Irmão não se pronúncia irmáu, nem Bezerreã é Bezerreá. Graças ao sistema educativo onde se ensina a "falar bem" o neno de Bezerreã já não nassaliza como seu avô, mais essa nassalidade ainda vos está bem vivinha, mal vos pese.

Dizemos "cantais" e não "cantades", "põem" não "ponhem", "fizemos" e não "fixemos", "for" e não "foras".

Dizemos "Cães" e não "cans" ou "cás" ou "cáis".

Também temos eireja/igreja, pácio/paço,... Como nos toqueis muito o caralho ainda havemos de acabar dizendo que falamos uma língua "de seu" diferente da vossa, criaremos as "Normas da Fala Esquecida" e mandaremos-vos à merda com o mesmo despreço e indiferença que dia a dia vós demonstrais cara nós, indígenas do cu do mundo dos que não sabeis nada.

ANGR #40 2/Outubro/2008 ANGR
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Celso, brilhantíssimo artigo, do melhor que che li.

Bravo também polo carnocho mceleiro #39. Viva o arrouto oriental!

Celso #41 2/Outubro/2008 Celso
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A OBSERVADOR #37, que diz:

"Pois eu insisto em que uma AGLP sem Celso Álvarez Cáccamo, professor de Linguística Geral na UDC e ativo reintegracionista conhecido de tod@s, não pode ser tomada a sério. A sua ausência indica algo mais que a sua discordância pessoal com o projeto."

??? Não maces, ó ;-). Vás duvidar dum projeto apenas pola participação ou ausência de UMA dada pessoa nele? Assim foi o país durante décadas. Não há qualquer "discordância pessoal" com a AGLP, e não há NADA mais pola minha parte. NÃO QUESTIONO A AGLP no meu texto. Ou me expresso muito mal nas minhas generalidades, ou é vontade de maçar. Repito: as Academias ("Reais" ou republicanas) para serem Academias, queiramo-lo ou não, devem FAZER LÍNGUA. É exatamente o que diz o presidente da AGLP, Montero Santalha, na entrevista reproduzida em http://www.aglp.net . Que cada pessoa observe e julgue a "oferta" ;-) no país.

O programa da Sessão Inaugural da AGLP em 6 Outubro é muito interessante e sério.

E cada um(a) no seu lugar, meu.

Celso #42 2/Outubro/2008 Celso
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A bertus #36:

"Para os que aprendimos a prununciar [irmáw] na casa, se nos ensina que "irmán" é a forma máis académica."

Pois mal ensinado ;-) . Ou, polo menos, ensinado contra a própria pronúncia de algum académico da própria RAG ;-), que fala e escreve muito bem (e escreve "irmán") mas diz [irmáw] com toda a normalidade.

Sr_J #43 2/Outubro/2008 Sr_J
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#12 (Caotinha) di: "Ainda estou a esperar hoje em dia para ver o primeiro escrito de Camilo Nogueira escrito corretamente na nossa língua".

Pois nom espere mais e lea, isto é de hai 3 anos: http://www.vieiros.com/nova/42...

#17: Os demais europarlamentários galegos empregam o castelhano; nom sei a que vem o de quitar-lhe mérito a Camilo por ter a valentia de usar o galego identificando-o com o português.

E em geral, parece-me lamentável o comportamento ultracrítico, quase diria a animadversom, que muitos reintegracionistas exhibem contra gente contra Camilo ou outras persoas (muitas no BNG, Beiras ou Paco Rodríguez seriam outros exemplos aínda que nom tam claros) que simpatizam com o reintegracionismo. Mui fácil é dar classes de coerência quando o único que se escreve som comentários numha web.

E tamém cumpriria ter em conta que Camilo (como Beiras) nasceu em 1936, portanto medrou e tomou consciência política e lingüística em tempos em que o reintegracionismo quase nem existia. Se até os anos '80 nom houvo nengum partido político galego que empregasse umha norma reintegracionista (Galiza Ceive, e nom dende o começo)!

Um pouco de compreensom, please. Se somos quatro e inda por riba nos imos pelexar por quem é o mais perfecto e puro militante, estamos listos.

bertus #44 2/Outubro/2008 bertus
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bertus #45 2/Outubro/2008 bertus
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OBSERVADOR #46 3/Outubro/2008 OBSERVADOR
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Sr_J, o reintegracionismo existe, duma maneira ou doutra, desde a separação da Galiza e Portugal.

GalizaPais #47 3/Outubro/2008 GalizaPais
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Era bom que aqui só os galegos comentassem mas há por aí muitos GALÍCIOS que não são da GALIZA.

GalizaPais #48 3/Outubro/2008 GalizaPais
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# 46 disse: "Sr_J, o reintegracionismo existe, duma maneira ou doutra, desde a separação da Galiza e Portugal."

Não é verdade o condado galego a sul do rio Minho revoltou-se contra o rei de Castela quando este ocupou o reino da Galiza e tornou-se independente. Estes galegos passaram a chamar ao condado Portugal. Durante vários reinados dos reis portugueses em Portugal o idioma falado tinha o nome de galego. Só o rei português D. Dinis que era poeta e escritor começou a chamar ao nosso idioma Galego-português ou Galaico-português.
O idioma foi comum tanto a Portugal (reino independente) como à Galiza (reino colonizado por castela) até que nos fins do século XVI quando os castelhanos substituiram a administração galega por fidalgos castelhanos na Galiza e proibiram o galego na nossa Pátria.
Com a extinsão do Galego o nosso idioma passou a chamar-se únicamente português. Só a partir daí e em especial a partir do século XIX o reintegracionismo ganhou primeiro existência e depois força.

OBSERVADOR #49 3/Outubro/2008 OBSERVADOR
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#48 GalizaPais, eu disse isso desde a perspetiva mais ampla do termo "reintegracionismo". Direi de outra maneira: Desde a cisão do Reino da Galiza em Galiza-Castela e Portugal houve galegos a norte do Minho que tentaram unificar o Reino de novo, e hoje, que tentam achegar-se à República.

AGIL #50 3/Outubro/2008 AGIL
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Parabéns, Celso! Desde a República. Com teclado em que o ç está no ç e o ~ está no ~ e o ñ está no n ~ . Cousa curiosa! Estoua falar com portugueses e entendem-me, e com brasileiros e entendem-me...

Não sei se viste o Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa. Mas cedo poderás tê-lo e comprovar se é certo o que a seguir digo: Ficou bastante digno, com artigos dignos, salvo o meu, que, a pesar de tudo, procurei que o fosse...

Confio que a gente que discute o reintegracionismo, compre o BAGLP e o critique cá, para que possamos responder adequadamente os autores.

Abraços a todos, aos contrários, porque nos obrigan a trabalhasr cada vez melhor e mais, e aos que nos animam, porque nos animam a trabalhar mais e melhor.

Celso #51 3/Outubro/2008 Celso
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Saudações e abraço, António #50, desde o Reino ;-). O dia em que possamos comprar numa loja da Galiza um teclado português (ou, polo menos, escolher) estaremos noutros tempos. Não sei por que não há ainda quem se especialize nisto. O meu teclado português trouxeram-mo daí, quase de contrabando, como passavam no Franquismo os livros proibidos de comunistas portugueses.

GalizaPais #52 4/Outubro/2008 GalizaPais
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O que é dificil para a Galiza não é a língua mas sim o colonialismo castelhano que primeiro proibiu o nosso idioma materno e agora está a dividir os galegos com o "portunhol" da RAG.
O escrever em galego na norma internacional é a única forma de salvar o nosso idioma nativo, a nossa identidade de galegos e cultura.
Num país ocupado defender as nossas origens é um acto de heroismo.

GalizaPais #53 4/Outubro/2008 GalizaPais
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#49 Parabéns ao observador pelas ideias. Também escreves bem galego na norna internacional com um perfume do Brasil...

chairego #54 4/Outubro/2008 chairego
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Que pasa GalizaPais que agora expides ti os certificados de galego ou que meu rei?

Fungueiro #55 4/Outubro/2008 Fungueiro
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O voso problema é que pensades que tendes a verdade universal sobre o galego...non rexeito para nada o reintegracionismo, pero non podo chegar a comprender que menosprece á xente que escribimos no galego normativo ou como lle queirades chamar.
Por certo nalgún comentario empregouse para un exemplo "hola"; en galego é sen "h".

IndependenteGZ #56 4/Outubro/2008 IndependenteGZ
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O Estado colonizador da Galiza que veja o bom exemplo da China que promove o encontro dos irmãos da fala em vez de gastar milhões dos nossos impostos para os separar com a invensão do "portunhol" da RAG.
http://br.youtube...

Como é bom ouvir galego na China!

-Xavier #57 4/Outubro/2008 -Xavier
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Fungueiro #55:

Por certo, parabéns por nos lembrares que "olá" não tem agá em Galego. O certo é que me estranharia muito que o tivesse. Quero também indicar que empregas o CD regido pola preposição "a" em "non podo comprender que se menosprece á xente que escribimos no galego normativo ou como lle queirades chamar". Em Galego o CD não precisa da preposição "a". É um espanholismo bastante evidente.

Por certo, também, não se menospreza a gente que escreve num Galego espanholizado, só se aponta esse facto, só se constata algo que é certo,e que essa espanholização da Língua, evidentemente (como a própria palavra indica), só conduz em direção ---> Espanhol. Isso não é menosprezo de ninguém, mas uma crítica da consagração da espanholização do idioma, de uma norma que não é a do Galego, mas de uma instituição (a REAL Academia Galega) ao serviço do Reino de Espanha. Aliás, não se critica o uso da norma espanhola (não é galega, mas espanhola: a instituição "REAL Academia Galega" é REAL, quer dizer, da monarquia espanhola, instituída por ela), mas a sua defesa. A RAG nem sequer é uma instituição linguística, mas REAL, do Reino de Espanha.

Saúde e reflexão, galega, não espanhola, nem monárquica.

IndependenteGZ #58 5/Outubro/2008 IndependenteGZ
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Cada vez se escreve melhor o GALEGO NATIVO em Vieiros. Sem escola e debaixo da colonização castelhana. É um acto heróico de todos aqueles que defendem o nosso idioma materno.
É um autêntico milagre o renascimento do nosso idioma depois de tantos séculos de opressão linguística.

Brasileiro #59 5/Outubro/2008 Brasileiro
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Eu diria que o texto do Celso é universal! A essência dele se aplica a qualquer língua existente!
Abraços!

AlexGz #60 5/Outubro/2008 AlexGz
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Na minha opinao penso que o galego e o portugues a simple vista semellan pola xente que non e galega nin portuguesa como linguas diferentes pero podense considerar como lingua galegoportuguesa, dende a estaca de bares ata o algarve podese considerar como a misma lengua da igual o nome que lle queiran dar pero o que esta claro e que no nos temos que aillar da realidade porque si consideramos o galego como diferente a galego mal vamos. Si consideramos o galego como idioma independente estamos falando de 3 milions de falantes pero esa non e a realidade a realidade e que o galegoportugues o falan 200 milions de falantes de todo o mundo, por exemplo podedes decirme unha cousa que nos diferenza con Portugal, acho que Portugal e nación a igual que Galiza pero con Pais e nos non. Para facer una pequena enquisa que preferides a unificación con Portugal, seguir con Espanha o ser pais independente,ao mellor moitos apostarian pola ultima opçao pero unificarnos con Portugal coido que non estaria mal, si vos chamaran portugueses senteriavos ofendidos e se vos chaman españois eu son galego pero si me chaman portugues non o tomaria como algo despectivo e certo que nestes momentos estamos en Espanha administrativamente pero a cousa pode cambiar fomos reino, chegamos a non ser nada e agora temos algo de autogoberno. Ista e a minha opinión ao mellor vos tendes outra.

Hispanico #61 5/Outubro/2008 Hispanico
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#61
"Si los gallegos escribieran en portugués el Estado español perdía el control de la situación. En cualquier momento estaban las empresas gallegas a negociar con brasileños y otros países sin control."

Espanol634, você é moi inteligente. A metade dos galegos ainda nem se decataram da verdade do que ai cima disse ...


"Los gallegos tienen que asumir que fueron asimilados"

Todos? Nom! Há uns poucos que resistem agora e sempre à assimilaçom! E a vida nom é doada para as forças do estado e os seus acólitos (RAG, etc) na Galiza ...
História amigo, leia a história: 700 anos de assimilaçom, 70 de des-assimilaçom. A roda segue a virar ... El-pensa você que o estado espanhol é eterno?

A propósito, nom critique RAG, que está a fazer moi bem o seu labor de defesa dos interesses do estado espanhol.

bertus #62 6/Outubro/2008 bertus
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bertus #63 6/Outubro/2008 bertus
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espanol634 #64 6/Outubro/2008 espanol634
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