Periodicamente, surgem à palestra pública das minorias que lêem, e que lêem sobre cultura, notícias em torno das afrentas ao “galego”. A pseudo-polémica social alimenta a incapacidade histórica colectiva de articular-se em verdadeira in-dependência (que é etimologicamente sinónimo de autonomia), se é que na realidade a Galiza como invento alguma vez a teve, e não foi, em troca, o germolo “espiritual” e social de España, desde o mito do patriótico Apóstolo até ao actual Regime das Autonomias, passando pola política galeguista de Fraga Iribarne ou polo filme Raza de Francisco Franco. Só este papel explica, por exemplo, que a Matriarca literária duma “nação oprimida” (Rosalia de Castro), a mesma que o galeguismo recuperou como símbolo nos anos 1960, se estudasse com toda naturalidade nos livros de texto oficiais da fascista “nação opressora”. So este papel explica que o mesmo dia dum Apóstolo Patrono de España seja o dia duma Pátria galega.
Desde polo menos os anos 1970, as hemerotecas e os arquivos sonoros e audiovisuais estão cheios de documentos de pessoas visíveis no mundo cultural galego que testemunham uma dupla trajectória de significados, aparentemente contraditória mas perfeitamente compatível: (1) por uma parte, o laio pola “perda” do galego e, polo tanto, os protestos contra as barbaridades jurídicas e políticas de España (leis recorridas ou impugnadas, declarações monstruosas, políticas linguísticas laminadoras); e por outra, (2) a confiança, porém, de que o caminho da “normalización lingüística” é o adequado, de que há signos positivos na literatura, nas artes, na cultura em geral, no ensino, até na empresa... A circular auto-justificação perante esta aparente contradição é fácil: Precisamente porque o caminho está bem traçado (discurso 2), dão-se os ataques de España (discurso 1); e precisamente porque os ataques se dão (discurso 1), devemos continuar no caminho bem traçado (discurso 2). E esta lógica absurda auto-alimenta-se, num eterno solipsismo característico da cultura galega desde tempo imemorial. Um parece estar a ler sempre os mesmos textos, as mesmas diatribes e protestos, as mesmas louvanças e proclamas, num contexto social invariável, imóvel e por isso terrivelmente pacífico. Assistimos, verdadeiramente, ao triunfo do ideal centralista da Galiza como uma Arcádia (espanhola mas galega, sem dúvida; até muito galega, como deve ser: espanholamente galega) onde nada de relevância social acontece (só lumes, vacas loucas, terramotos e piche) e, quando decerto acontece (como de Fevereiro a Julho de 1936), massacra-se exemplarmente com metralha, e pronto. A morte, não as letras: trata-se da morte.
Mas pouca gente parece parar a pensar que, se esta é a dinâmica do campo cultural galego excepto no breve parêntese prévio ao Massacre Galego também chamado Guerra Espanhola, e se colectivamente as elites não mudam de rumo, talvez seja porque algo está errado na concepção canónica do conflito nacional, “España contra Galiza”, que é a que o nacionalismo galego apresenta como mitologia explicativa final de todos os nossos males. Quando as próprias elites galegas geram tanto as políticas “em favor” do galego (um irrealizável, descabido, hipócrita e portanto unânime Plan Xeral de Normalización da Lingua Galega, por exemplo) quanto os instrumentos “em contra” do galego (as nomeações conflituosas, as cedências, as políticas marginadoras de parte do campo cultural galego), talvez a explicação mágica seja que, além das suas vontades políticas sustidas por um imaginário ideológico herdeiro do pretenso galeguismo de resistência durante o Franquismo, na verdade o seu papel estrutural não seja outro do que a definitiva construção nacional de España (sim, com Eñe, com esse profundo eñe subsidiado no que pensam sempre os políticos e as editoras). Evidentemente, estas elites não estão a construir a España de Pelayo ou de José Antonio, mas a España galega originada no mito do Apóstolo biface e mantida ano após ano nos Dias da Pátria onde se proclama com toda a impunidade a necessidade do uso do galego enfrente dum arcebispo, da representação do Reino de España e dos seus exércitos.
Porque, não nos enganemos, as três forças políticas parlamentares na Galiza na altura são herdeiras do galeguismo da pós-guerra. O abano ideológico do galeguismo da pós-guerra era amplo, e está todo representado, com contadas excepções, em sectores dos seus sucessores naturais do BNG, o PSdeG-PSOE, e o PP de Galicia. Não há qualquer cousa de extraordinário nisto, porque, por definição, a perpetuação no poder acarreta a exclusão sistemática --até por vias dum regulamento eleitoral aberrante desde qualquer concepção democrática racional-- dos rivais potenciais, isto é (por exemplo), do in dependentismo no seu sentido mais frontal: o da auto nomia na gestão (quer dizer, a auto gestão) dos recursos económicos, culturais e simbólicos, na organização social e territorial, no estabelecimento dum quadro de relações laborais emancipador, na implementação, simplesmente, da liberdade social na medida em que esta pode ter lugar dentro dum Estado.
O que pode gerar quanto à língua, portanto, uma classe de elite galeguista que continua sem ver o seu papel na construção final de España? Mais do mesmo. O que se pode esperar de uma classe política que é capaz de impor legislação progressiva em matéria urbanística ou de direitos das mulheres mas refusa entrar nos salões de aula “concertados” onde professorado e estudantes urbanos escacham a rir do “galego” enquanto os curas e monjas destas madrassas recebem mensalmente os seus quartinhos da Xunta pagos por nós? O que se pode esperar dum governo público que, por enquanto, ainda hoje, numa cultura amplamente subsidiada, continua a negar com toda a impunidade uns miseráveis euros a modestas publicações e grupos culturais activistas por mor dos “ç” ou dos “ão”, como se estas letras fossem as inimigas da Patria (sem acento), como aconteceu à revista Novas da Galiza? Pode-se esperar, singelamente, mais do mesmo: um incessante e cansativo tira-puxa dialéctico, uma perda geral de energias na ilusão de diálogo, uma constante reavaliação da “correlação de forças” entre um e outro campos linguísticos, e, em resumo, uma perpetuação da Grande Miragem da língua, enquanto cada decreto da Xunta continua a levar a assinatura de Juan Carlos I de Borbón e o arcebispo católico de España dialoga ritualmente com a Presidenta do Parlamento galego e não se encontra um livro português de cultura geral nas bibliotecas. O que se pode esperar, em definitivo, da política linguística dum pedaço do governo español (porque a Xunta é España) que em 30 anos, com todo o aparelho mediático e institucional, com todo o dinheiro e todos os subsídios, foi incapaz (se é que o procurava) de ensinar até a ortografia española do galego nas escolas, isto é, a mesma lógica ortográfica da língua socialmente dominante?
Não sei o que se pode esperar, mas sei o que não se pode esperar: Nunca uma instituição espanhola vai normalizar Galiza como Galiza. Normalizará Galiza como “España” exclusivamente e exclusoramente, até ao ponto de que antes ou depois Galiza deixará de ser Galiza em galego, se continua esperando a salvação das instituições espanholas. Não o disse eu (eu quase nunca digo nada novo: apenas observo e documento o que leio). Disse-o António Gil Hernández em 1991, por exemplo. E já choveu. E continuará a chover sobre esta formosa e vacacional Arcádia, tangallegacomoelmarisco.
Sempre batendo onde faz falta. Precisamos de mais!! Mais forte, mais claro.
Celso escreve mais uma vez sobre o tema das elites galegas, essas que deveriam ter assumido as suas responsabilidades e, por enquanto, estão à espera de que alguém faça o seu trabalho.
Na questão da língua o panorama não deixa espaço para muitas dúvidas. Há múltiplos exemplos e evidências de que o desastre actual tem muito a ver com os hábitos e concepções culturais que estas elites assumiram há décadas.
Observar, em 2007, que as bibliotecas universitárias estão cheias de traduções de livros só para castelhano dá direito a perguntar, por exemplo, em que língua liam, estudavam e ensinavam os professores da Faculdade de Ciências Económicas da Universidade de Santiago, muitos deles declaradamente nacionalistas. Em que língua leram "O Capital" de Marx, ou a "Teoria Geral do Emprego, o Juro e a Moeda" de Keynes? Achas que liam em alemão ou em inglês? Achas que alguma vez o Decanato presidido por um nacionalista, por acaso Xosé Manuel Beiras, ordenou a compra de traduções para português? Suspeito que não houve um só exemplo, porque numa consulta dos títulos mais frequentes a nossa língua está ausente. Claro, estavam à espera de que se fizesse a tradução "galega", e como esta era inexistente, apanharam a que tinham "mais próxima"...
Bom, é claro que essas mesmas bibliografias em castelhano são as que fomentaram nos seus alunos, hoje professores dos nossos filhos.
E daqueles hábitos procedem muitos dos nossos problemas. Acho que não pode culpar-se de todo o desastre do galego ao Partido Popular. Em grande medida, quando chegaram ao governo da Junta da Galiza encontraram o trabalho feito pelos nacionalistas galegos. Ao PP resultou-lhe relativamente fácil intensificar essa noção do galego como língua regional espanhola que constituía o hábito dos galeguistas.
Parabéns pelo artigo.
O que nom entendo deste argumentário teu e de AntónioGil & cia é que se nenhuma instituiçom espanhola pode Normalizar o galego ou Galiza, e nom vamos ser independentes polo caminho que vamos na puta vida, que fazemos? pegarnos um tiro? sempre som argumentos de adolescente ( e isso que ja nom somos uns moços)com sobredose de centro social, e de consignas simples mas muito impactantes Kanha contra Espanha, etc, mui bem,óptimo, mas qual é a alternativa a indepedência no 2030 quando já nom se fale galego, e começamos de zero? Proque se a alternativa som estes moços de centro social estamos aviados, a ver quando tenham hipoteca e filhos quantos seguem sendo assim de "radicais"
E falando de repetiçons eternas, a ver se caimos na conta de que esse estado opressor é dos mais descentralizados do mundo, os reis católicos já nom estam, por se nom te deras de conta.
Mais uma, nom escreviras já o "último artigo sobre a língua" há tempo...passam os anos e da-lhe.. todo se fai mal e desde este reintegracionismo snob de "yo me lo se" andamos a criticar a todo o que se move, a toca-los colhons vamos, assim nos vai.
No meu entender, o problema das "elites" galegas por empregar a terminologia de Celso e Bourdieu é que maioritariamente estas estão enquadradas dentro do funcionariado espanhol na Galiza e que, tendo assim resolvida de por vida a sua situação pessoal terminam intimamente conformes com a presente situação galega, embora duma forma aparentemente "crítica", mais menos conflictiva ou alegadamente antitética com espaÑa, como algum "independentismo" radikalmente isolo, elleiro e descobridor de galego na Estremadura espanhola (com o qual, para além enchem seus curriculos e conseguem cátedras)...não em Viana.
Esse, falando muito geralmente, é um dos trilhos pelos que vai a nossa situação: Os que podem não vão em muitos casos além dum galeguismo-nacionalismo-independentismo estrictamente dependente de Espanha, garante dos seus ordenados e da sua tranquilidade pessoal, a partir da qual elaboram um discurso crítico mas estupefaciente...e isso com sorte e sempre que não pendam para a sua bolha corporativa e anarco-hedonismo de venham mais complementos....
Outros que querem, que não estão nessas condições, têm que trabalhar em questões nas que a leitura de p.e. Bourdieu não faz parte nem outorga méritos laborais nem académicos, eles não têm poder simbólico qualquer nem folgos.
Parabéns pelo artigo.
Obrigado polos comentários. Respondo um comentário porno e conto algumas intimidades:
xxx diz: "nom escreviras já o "último artigo sobre a língua" há tempo...passam os anos e da-lhe..".
Aí falaches, xxx. O que queres é que deixe de escrever.
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A Moledo:
Aí falaches, também. Eis os meus ordenados:
Soldo: 1.125,85
Trienios: 213,85
Cto. dif. IPC CAB-HAB: 5,02
Complemento de destino: 802,77
Complemento específico: 461,03
Méritos docentes: 485,52
Méritos investigación: 242,76
C. autonómico l. docente: 83,33
C. autonómico l. investigación: 75,00
Cto. dif. CAG - Ctos: 8,14
C. autonómico excelencia: 133,36
Total devengos: 3.623,63
Cota direitos pasivos: -99,28
Cota MUFACE: -43,47
Retención a conta do IRPF: -869,67
Total deduccións: -1.1012,42
Líquido: 2.611,21
Há funcionários que ganhem muito mais. E menos também, polo mesmo nível de diletância.
Saúde,
-celso
Nom quero que deixes de escrever só que saias do bucle de círculo de repetires sempre o mesmo, vaia o que criticas nos demais. O artigo bom era esse "último", procurei na rede e vou colar unhas frases,
"tudo está já dito, em diferentes ordens e com diversas ênfases. Agora é imperativo resumi-lo, e, para as pessoas que quiserem, agir em consequência",
"Para mim, já tudo está dito. Ocasionalmente, poderei ainda sentir ânsia de querer escrever sobre os últimos acontecimentos patéticos relativos à língua do país. Nos próximos meses, e até anos, haverá actos, e declarações, e políticas encaminhadas a alimentar a cortina de fumo da língua: Afinal, os profissionais da propaganda têm o seu trabalho que cumprir..."
"Talvez este texto tenha comentários e críticas. Se houver, agradeço-os de antemão. Mas, contra o meu costume habitual, e lamentando-o, desculpem-me se eu não responder: não há tempo."
O fim era um pouco melodramático demais, nem tempo tinhas de contestar :-),
A ver, Xixixis, não há possibilidades de mudar e querer escrever de novo sobre língua? Terá o Cáccamo que escrever um artigo intitulado "Mais um texto sobre a língua: depois do além" ou cousa semelhante para que tu entendas que os artigos são muito filhos do seu momento, que servem a umas circunstâncias muito determinadas, suscetíveis de serem modificadas por eles ou por qualquer outra cousa?? Acaso não é a função de um artigo procurar um "movimento", uma tomada de posições, provocar uma reação, e assim por diante?
Pois isso. Deixa de maçar com isso do "último texto blablablá".
Sobre os centros sociais e os argumentos: Não sei se reparaste em que as pessoas que nomeias nada têm de "jovenzitos rebeldes de centro social" (assim dito parece que fossem das juventudes do PP...), senão que são bastante "maduritos" e funcionários docentes que apesar das hipotecas e os dinheiros continuam a dizer o que diziam há vinte/trinta anos. Pelo menos digna-te a prestar-lhes um pouco de atenção e credibilidade.
OBSERVADOR; Sobre os argumentos, o que se passa é que Cáccamo , António Gil & Cia. negam toda possibilidade de Normalizaçom a qualquer instituiçom existente porque som do reino de EspaÑa, e bla bla bla.. polo tanto a Xunta nunca podería fazer nada etc, e por outra banda sobrevaloram um movemento associativo que nunca na vida vai normalizar nada porque, (isto ja o sabedes de sobra) os modelos de lingua se fam desde o PODER aquí e na China, o mais que podem esses movimentos é influir no poder para que mude, mas negando a capacidade das instituiçons e passando de ter nenhuma comunicaçom porque som Españolas, que listos somos nós e que parvos som os outros etc etc, pois vai ser difícil que a cousa melhore.
Prestei suficiente atençom?
A alternativa pessoal "yo me lo guiso y yo me lo como" como diriam em Valladolid, tem pouco futuro para tentar cambiar as cousas a nivel colectivo.
Em Xixixis, detectamos, de novo, os típicos procedimentos para generalizar muito e argumentar pouco: Nem "Cáccamo, António Gil & Cía" existe como posição unitária, nem ninguém neste debate pratica nem propõe o "yo me lo guiso y yo me lo como", nem ninguém falou de nem ter contacto com as administrações.
De facto, o que faz Xixixis é a típica reversão na atribuição da fonte do problema: É como se a responsabilidade caísse naquelas posições que foram sempre excluídas das políticas linguísticas, como se fossem estas as que não quisesses ter "nenhuma comunicação".
Mas a cousa é mais singela do que isso: Uma política linguística que continue a excluir posições do debate linguístico, que continue a repartir subsídios injustamente, que continue a excluir a escrita portuguesa e a concepção unitária da língua das escolas e sobretudo da alfabetização primária, que continue a desaproveitar a realidade da unidade linguística internacional para a promoção da transmissão intergeracional da língua na família, que continue sem promover a recepção de produtos culturais e médios de comunicação portugueses e brasileiros na Galiza, que continue a aplicar interesseira e inajeitadamente a legislação sobre "normativas", que continue sem velar polos direitos civis que impedem a exclusão "em razão de língua" (e isto inclui a escrita), que continue a romper com a tradição ideológica de reintegração que propunha o galeguismo até polo menos o 36 (em diante, é matizável), que continue, enfim, a promover na prática e nos discursos uma cissão entre "galego" e "português" determinada pola ideologia linguística española dominante, continuará a contribuir apenas para uma miragem de "normalización lingüística", que se diz e se escreve EXACTAMENTE IGUAL em galego da RAG e em español da RAE.
Por isso, sim, claro que a Xunta e o Parlamento estão a fazer muito, como instituições españolas e com vocação española.
Saúde,
-celso
Que o Reino não vai ajudar a normalizar "las demás lenguas" isso é evidência que só um cego não vê. Nem falta faz dizer todas as ocasiões que o Reino aproveita para fazer justo o contrário.
Isso não é "teoria" de fulano ou mengano, senão realidade manifesta. Só que para poder vê-la há que tirar o véu dos olhos, Xixixis.
Saber isso não quer dizer negar-se a tudo com essas instituições. Mas o que já avonda é de contar com eles, e esperar que vám fazer ou ajudar nalguma cousa. Não, há que construir aparte.
Nom sae A. Gil no artigo como conclusom definitiva?, pois isso.
O de "yo me lo guiso..) está na base da proposta, todo o que se fai em Normalizaçom está mal, porque é impossivel por ser a Xunta umha instituiçon espanhola, polo tanto nós vamos construir, o qué? com que medios.. nom é isso ir por livre? O que pense que se pode "construir aparte" a base de pequenos colectivos algo semelhante a umha normazaçom lingüistica tem que tirar também um gran véu dos olhos, son iniciativas boas e que há que fazer mesmo por resistir, mas isso nom chega a nada.
Nom se falou de nom falar com as instituiçons, nom, só se lhes nega todo legitimidade de partida, (e se critica a toda hora, mesmo quando fam cousas positivas) suponho que chega com isso.
A responsabilidade da normalizaçom é das instituiçons, nom pretendo reverter os términos, e a responsabilidade de muitas outras cousas, mas é dificil ser válido como interlocutor se se nega qualquer legitimidade todo desde o começo.
Também é típico soltar no artigo frases contundentes "Nunca uma instituição espanhola vai normalizar Galiza como Galiza." e quando um o toma de conha e contesta, entom matiza, bom.. falar pode-se, ninguém disse que nom etc, etc, pois se o que queres é matizar, construir etc, fai um discurso proponhendo e matizando, nom geralizando e dando grandes ideias vazias.
Suponho que se a alguma conselheira lhe da uma arroutada e propom aumentar ao 100% o número de aulas em Galego, isso sim isolata, haverá quem diga que a Xunta como instituiçom EspaÑola está sendo utilizada por Jun Carlos I para acabar de vez com o Galego..., menos mal que o reintegracionismo é mais que escrever na internet quatro artigos impactantes, e há gente con sentidinho capaz de apoiar medidas assim, ainda que o objectivo seja maior.
Não é "todo o que se fai em Normalizaçom está mal, porque é impossivel por ser a Xunta umha instituiçon espanhola". Que não!
É: TUdo o que se faz em NormalizaCIÓN está mal.
E é: A "Xunta" é uma instituição espanhola.
E é: Essas duas cousas estão relacionadas, mas a segunda não tem por que ser irremediavelmente a causa da primeira. Poderia existir uma Espanha diferente, não?
E continua: O caso é que não estamos numa Espanha diferente. Estamos numa espaÑa fascista e monárquica e a "Xunta" é mais uma instituição dessa espaÑa. Portanto, vistos os objetivos de uma e da outra é impossível que a "Xunta" como instituição espanhola hoje possa levar adiante a normalizaÇÃO da nossa língua e cultura.
Tá?
OBSERVADOR: Bem, estaria melhor explicado assim se nom for por um "pequeno" pormenor, considerar que o estado no que vivimos é fascista. Teriamos que viver nun estado realmente fascista para que se deixem de dizer estas parvadas que nom fam mais que intoxicar o debate?, ninguém lembra Franco? o mesmo Cáccamo presumia num artigo anterior do verdadeiro perigo existente no Vigo da sua juventude, estades cegos ou é que nom queredes ver as diferencias? isto é a base do problema, que se nega a legitimidade à democracia, por muitos defeitos que tenha, e a partir de aí construi-se um discurso fora da realidade. Eu nom acredito que por ponher um exemplo, a conselheira forme parte dumha instituçom espanhola dum estado fascista, tá?
Se a um cargo eleito, vai alguém que leva anos dizindo que vivemos num estado fascista fazer uma sugestom ou tentar influir na politica, estou certo que o 99% da gente o tomaria como um insulto pessoal, ia ter que esperar sentado, mais lhe val construir aparte, e tam aparte.
Bom nom sigo maçando o que queira entender que entenda
Queres dizer que a "cidadania" neste país é ouvida pelos seus "representantes" no governo, não? Queres dizer isso ou só queres dizer que para ti é lógico pensar (pensar assim, sem reflectir muito) que de Franco a agora "há diferença"??
Sinceramente, acho que o cego és tu. Não vês que disfarçados de "eleições", "acordos" e "reuniões", nos estados modernos está-se a fazer o mesmo que fazia Franco: mandar e explorar.
Lê o fio onde se fala do salário dos funcionários do nível A, acho que é na notícia sobre as manifestações ilegais da GC.
Xixixis diz:
"o mesmo Cáccamo presumia num artigo anterior do verdadeiro perigo existente no Vigo da sua juventude"
??? "Presumia" ?? "Presumir" de ter medo da polícia?
Está claro que não queres debater muito, apenas emitir opiniões ad hominem.
O dia em que a Conselheira, a Directora de Política Linguística, e a Xunta inteira digam (e ajam em consequência) que galego é TUDO quanto se escreve na Galiza que não é espanhol (por exemplo, também estes textos), e o dia que se deixe de regionalizar a língua, então opinaremos de novo.
No entanto, informa-te um pouco mais de como se coze o poder linguístico na Galiza.
Fica bem,
-celso
Acho moi interesante o debate e moi, moi bon o artigo, parabéns Celso, mais recoñezo que dubidei parabenizar após dalgún comentario, por exemplo o inmediatamente anterior. (E dígoo polo ton, pola soberbia universitaria que enchoupa o texto, NÓS NON SOMOS ALUMNOS NUNHA REVISIÓN DE EXAME). De todos os xeitos, coido que o Celso ten moita razón cando salienta a negativa da Xunta a recoñecer o galego como dialecto do portugués ou como lingua irmá nun tronco común de termos en conta as diferenzas que ollan a maioría dos falantes de, reparen nisto, ambas as dúas linguas, -mais este non sería o debate-.
Obviamente o respecto as distintas normativas, a inclusión do portugués na formación da mocidade, a recepción de TV, radio, cinema, a actualidade en xeral da lusofonía deberían estar na Galiza moito máis presentes, e dende as cadeiras de coiro bon do ILG e da RAG non fan nada. Nin fan nada os políticos. E os ataques vertidos nestes artigos contra ese "facelo nós mesmos" de certos sectores sociais é errado, pois só o movemento social pode producir mudanzas nos políticos.
Agora ben, tampouco fai moito Portugal por recuperar as ligazóns cos galegos, e por moitos mecanismos feixistas que sigan activos na sociedade española actual, e habelos hainos, se todo o mundo escribise coa normativa AGAL, o Estado Feixista había recuar, os políticos habían recuar e mesmo os do ILG pintarían de vermello e verde os seus laboratorios.
Recoñecemento da variedade de normativas, da tradición literaria que xa comezou Pintos, ou fora Añón?, de achegamento á norma portuguesa, da nosa inclusión na lusofonía, si. Mais imposición disto, mudanza radical dun extremo ao outro, non. Que opinades?
Hay que dejarse de peleas de ranas contra ratones y luchar en todos los frentes al mismo tiempo. Cada uno en el que mas le guste o le convenga. Remar todos en la misma direccion. El que cree que desde la Xunta y las instituciones espanolas no se puede hacer nada, que haga otra cosa. Y el que crea que desde los centros sociales no se puede hacer gran cosa, que se dedique al tema institucional o, mejor aun, que monte una empresa (si es multinacional, mejor). Hay que dejarse de prejuicios y atacar todos los frentes al mismo tiempo, si se puede. Todos en la misma direccion.
Já, mas o problema, Ignacio, é que alguns não vêem a mesma direção que outros.
É cousa da miopia. Acho que esse é o problema porque aqui ninguém nega isso que dizes que é preciso. Ao contrário, tens toda a razão. Mas quem discute certas cousas com certas maneiras (Lavesedo, os "tons" de Xixixis parecem-te bem?) não faz mais que enlear. E enleia porque ele mesmo está enleado.
Digo o mesmo que o Cáccamo, com toda a humildade e respeito, Lavesedo: esclarece-te, Xixixis, antes de fazer críticas a pessoas que sabem mais que tu sobre algumas cousas.
"(pensar assim, sem reflectir muito)"
"E enleia porque ele mesmo está enleado."
"esclarece-te, Xixixis, antes de fazer críticas a pessoas que sabem mais que tu sobre algumas cousas."
"No entanto, informa-te um pouco mais de como se coze o poder linguístico na Galiza."
Ta visto que reprovei o exame nom podo falar com os grandes pensadores, os professores que vivem num estado fascista e opressor, ok.
Celso presumir de ter medo nom ,mas de "estar e resistir" acho que sim
"Por isso centenas de nós estávamos há mais de trinta anos no desaparecido Cinema Disol de Vigo no primeiro recital de Pablo Milanés e Silvio Rodríguez nesta península. E sabíamos que éramos ilegais, e não se podia respirar, e muitos tínhamos medo de que entrasse a polícia. Medo, não apenas festa, medo da dor dos golpes e da morte da polícia. Mas por isso estávamos aí, e permanecíamos"
Mas não estamos a falar, criança? Quem te entende...
NormalizaCIÓN, si, normalizaCIÓN! Cultismo latino que debe levar o sufixo culto e tradicional dende o século I. Non deturpacións lisboetas recentes -ão alleas e innecesarias.
Coidadiño, coidadiño, menos leña, a ver se se vai a queimar o monte, que estamos en agosto.
Saúdos Celso. Xa estou de volta
Non sei por que o autor escribe sempre EspaÑa marcando ben a letra "ñ". Decepcióname o contraste que hai entre a elaboración sobresaínte do seu texto coa simpleza pensar que a grafía Ñ, orixinalmente "nn", é "made in Spain" e sen coñecer (ou querer recoñecer) que esa grafía é unha solución medieval MADE IN GALICIA dous séculos antes que en Castela do novo son nasal palatal.
As persoas que identifican e resaltan o "ñ" como presunto símbolo nacional de España e que tratan de facer un diferencialismo absurdo dun idioma a outro en función da representación do dito son palatal pacécenme xente simple e ata infantil!
Xa por non comentar o velo escribir cunha solución propia como é o "ñ" a unha solución allea "fait en France" como é o "nh". Auto-noxo é o que sinten algúns...
Vanse pelexar agora os franceses e italianos por compartiren o "gn"... en fin.
Quixen dicir...
"Xa por non comentar o velo escribir cunha solución allea "Fait en France" como é o "nh" a unha solución propia como é o "ñ". Auto-noxo é o que sinten algúns..."
Hahaha. Síntoo. Escribo rápido e ás veces hai que repasar os textos...
Caro Lavesedo, dizes:
"(E dígoo polo ton, pola soberbia universitaria que enchoupa o texto, NÓS NON SOMOS ALUMNOS NUNHA REVISIÓN DE EXAME)"
Bom, "informa-te um pouco mais de como se coze o poder linguístico na Galiza" não me parece uma expressão especialmente soberba, nem muito universitária ;-) . Se eu dissesse isso a um(a) estudante, provavelmente essa pessoa replicasse: "E como diantre me informo?". E seria responsabilidade minha indicar-lhe fontes.
Mas resulta que este não é um debate académico/universitário. É mais fácil do que isso. As hemerotecas e a Internet estão cheias de notícias sobre como se fez o poder linguístico na Galiza desde os anos 1970. Estão os textos jornalísticos, as medidas tomadas pola Xunta, os debates, as exclusões, os desejos platónicos de unidade linguística nunca praticada por figuras notáveis, a contínua caracterização dos "maus"... Está a longa nómina de autores/as que ininterrompidamente desde a Idade Média (não apenas no século XIX) continuaram a utilizar a ortografia histórica galego-portuguesa nalguma medida. Estão não só os nomes e os textos (publicados e inéditos; refiro-me apenas a textos LITERÁRIOS) de Pintos e Rosalia e Pondal, ou de Sarmiento, mas de Leandro Carré, Ricardo Flores, Añón, Alfonso Castro-Dono, Emilio Álvarez Giménez, N. García-Pereyra, Aurea Lorenzo Abeijón, Ernesto Guerra da Cal, Xosé Mª Álvarez Blázquez, Antonio Santiago Somoza, Henrique Massó, Bernaldo Souto, Carvalho Calero, Jenaro Marinhas del Valle, etc. etc., e mais recentemente autores como Pedro Casteleiro, Luís Maçãs, Mário Herrero, Xavier Vasques Freire, José Alberte Corral, Alfredo Ferreiro, Táti Mancebo, José António Lozano, François Davó, Carlos Quiroga, etc. etc. etc. etc. E desculpem todos/as aqueles/as que não menciono. E estão todas as pessoas que escreveram e escrevem pensamento, crítica, ciência, etc. também desta maneira. Quer dizer, é uma LONGUÍSSIMA listagem de pessoas que, DURANTE SÉCULOS, praticaram e praticam uma forma de escrita e uma concepção da língua UNITARISTA, reintegradada em maior e menor medida, praticada em mais ou menos textos, mas, em todo o caso, sempre não regional galego-castellana. Isto indica que a longa concepção unitarista da língua galega, portuguesa e brasileira, nos falantes habituais e nas elites culturais, não se pode matar da noite para a manhã com decretos.
Então, pergunto, como se pode negar que o poder linguístico na Galiza desde os anos 1970's está baseado na exclusão desta corrente de pensamento e prática, na exclusão ou adaptação dos seus textos, na censura nos meios de comunicação, negando a estas pessoas e muitas mais a "galeguidade" cultural e portanto convertendo ainda mais o "galeguismo" num regionalismo español? Sabe-se, por exemplo, como se gestou a "reforma" das normas da RAG que nem a Xunta aplica? Sabe-se que a política de subsídios das diversas Xuntas tem excluído a compra de numerosos volumes das editoras para a rede de bibliotecas públicas em função da forma escrita? Entende-se, então, que isto significa que as bibliotecas públicas galegas carecem de muitas obras galegas apenas pola forma como estão escritas? E (por se algúem me acusa de paranóico), sabe-se, por exemplo, que se negou subsídio não apenas a obras "lusistas" mas a obras "em mínimos" e até a alguma de autores notáveis como Otero Pedrayo porque não estava em "norma oficial" (como ia escrever Otero em "oficial"!)? Por que antes se negava o subsídio a A Nosa Terra e agora se nega a Novas da Galiza?
Aonde conduz, então, esta política linguística que é incapaz de ensinar a ortografia española nas escolas mas que, ao mesmo tempo, se nega a apoiar muitas formas de produção cultural GALEGA? Como é que uma cultura acejada se pode permitir esta concepção apropriacionista da língua?
Disse há anos, e repito-o, que NÃO HÁ TEMPO para a língua da Galiza. Não há tempo para experimentos. São os poderes públicos galegos, se são sinceros quanto às suas metas ;-), que devem eliminar os atrancos discriminatórios, e que têm a responsabilidade de inaugurarem uma nova etapa onde as prioridades sejam a TRANSMISSÃO INTERGERACIONAL DA LÍNGUA e a ALFABETIZAÇÃO MACIÇA numa ortografia internacional que não nos desvincule ainda mais do mundo cultural mais próximo, porque ambos alvos estão intimamente ligados. O debate linguístico não está fechado, e não estará fechado até que se dêm outras condições.
E, na verdade, duvido profundissimamente que España esteja disposta a admitir estas novas condições, quando SÃO AS PRÓPRIAS ELITES CULTURAIS E POLÍTICAS GALEGAS (até as "nacionalistas") que não parecem dispostas a criá-las. Dificilmente "Galicia" pode resistir contra "España" se aquela continua a fazer a mesma política que esta faz ;-) . Em conclusão: o dito, a Grande Miragem da língua.
Saúde,
-celso
Apostila sobre símbolos:
À margem das suas origens, "ñ" e "ç"/"ão" são símbolos. Símbolos sociais. Símbolos que determinam a "normalidade" ou a "anormalidade" linguística na Galiza. Símbolos cujo uso tem consequências práticas, positivas ou negativas. O símbolo do Instituto Cervantes (até há pouco dirigido polo um galego, agora Ministro de Cultura de España) é Ñ (claro que o BNG solicitou numa dada altura que a cultura galega se estudasse no Instituto Cervantes ;-) ). Um programa da TVE era ou é "Cultura con Ñ". O Ñ foi introduzido pola colonização española na ortografia das línguas ameríndias que têm a nasal palatal. Um galego qualquer é capaz de pronunciar "Barça" como "Barsa" mas não "caça" como "cassa", por que? Um galego qualquer é incapaz de pronunciar "São Paulo" como "Sampaulo", por que? Porque pensa com letras españolas. Como os espanhóis que pronunciam igual essas palavras.
"España" e "español" são palavras estrangeiras na escrita da língua da Galiza. E, como tais, podem-se escrever com uma letra alheia, como "Washington" ou "keyseniano". Esta simbolização, na Galiza, além de fiel, é estilística e socialmente útil.
Castelao escrevia amiúde "Hespaña" para simbolizar a sua ligação com a Hispânia. E o nacionalismo não reintegracionista tem sorte que a forma escrita mais comum do país era historicamente "GaliZa", não "Galiça" (menos frequente); se não, teriam reclamado que a "reforma normativa" aceitasse a forma "Galiça" ;-) ?
Saúde,
-celso
Podedes xustificar cos construtos filosóficos e políticos que queirades o uso do estándar portugués en Galiza. Sorpréndeme moito que queirades empregar o portugués con absoluta fidelidade a todos os rexistros de Lisboa, desprezando todas e cada unha das voces autóctonas, e por outra banda non queirades empregar o estándar brasileiro. Ten que ser precisamente o de Portugal (por capricho)
Para a elaboración dun estándar (serio) é preciso ser fiel á tradición literaria dun idioma (na súa totalidade e non en parte). A gramática e o estándar ortográfico dun idioma non o fan catro señores sentados ao redor dunha mesa da noite a mañá. O estándar escrito dun idioma faise só ao longo dos séculos. Unhas formas aparecen e outras desaparecen. Os académicos só se dedican a rexistrar aqueles trazos maioritarios que encontran nos textos. O tradicional e o maioritario.
O uso do "ñ" en galego non é produto do imperialismo español, nin unha imposición de figuras da transición española nin do señor Fraga Iribarne. É produto da tradición secular literaria dun idioma coma o noso.
Será un símbolo para quen quiera ver nel un símbolo. Ningunha ex-colonia española precisou sacar o "ñ" do seu alfabeto para independizarse por moi símbolo que fose. Eu seguirei o exemplo do resto de colonias españolas: México, Cuba, Venezuela, Arxentina, Colombia, Ecuador, Chile, Texas, California, Honduras, Filipinas, Guinea Ecuatorial, Florida, Uruguai ou Novo México e seguirei apoiando a independencia coa súa "presunta letra simbólica nacional" dentro do alfabeto do meu idioma.
Outras grafías, insisto, son alleas e sobre todo innecesarias (lingüisticamente, politicamente, socialmente e filosoficamente) e para mostra un botón.
Euskadi non quitou a ñ. Pregúntalle a Iñaki
"Por Santiago y cierra España", dicía o Capitán Trueno.
Non sei por que era o patrón de España, pero deixou de selo, xa que ese día só é festivo en Galicia.
Tampouco sei por que o día de Santiago é o día de Galicia. Porque a alguén lle deu a gana. Hai outros días máis galegos: O Carmen, San Xoan...
Celso, Celso, non me dirás que ti escreves como Castelao?
Tamén poderiamos sinalar o caso contrario...
Son precisamente o País Valenciano e as Illas Baleares -territorios que prescinden do símbolo gráfico nacional espaÑol- modelos independentistas a seguir?
Non sei onde está o efecto social e político que o madito "ñ" produce... o País Valenciano e as Illas Baleares deberían ser estados independentes. Eles non usan o "ñ".
Creo que desviei un pouco a liña de discusión cara outras cuestións... :) Sorry
Dis na anterior intervención que hai unha longa nómina de autores/as que ininterrompidamente desde a Idade Média (non apenas no século XIX) continuaran a utilizar a ortografía histórica galego-portuguesa nalgunha medida en pensamento, crítica, ciencia, etc. Unha longuísima listaxe de persoas que, durante séculos, practicaran e practican unha forma de escrita e unha concepción da lingua unitarista, reintegradada en maior e menor medida, practicada en máis ou menos textos...
Es o primeiro reintegracionista/lusista que dá un argumento lingüístico coherente para a elaboración dun estándar distinto ao oficial. Se isto fose certo, cousa que non sei xa que non teño tempo para ler semellante cantidade de libros, o reintegracionismo cobraría sentido alén dos construtos argumentativos político-filosóficos do PGL co seu terceiro argumento lingüístico de peso xunto coa teoría do diasistema lingüístico e o continuum.
De todas maneiras "reintegrada en maior ou menor medida"... ??? Isto habería que comprobalo... Eu tiña entendido que a ortografía da lingua d'òc (lh, nh, ç) fora unha inspiración lírica dos trobadores galegos nos trobadores occitanos pasaxeira, apenas frecuente en prosa, que acabaría por ser esquecida co tempo. Tomarían prioridade en séculos posteriores, incluídos os Escuros, na produción literaria galega os dígrafos "ll" e "nn" ("ñ") de orixe propia e só se conservarían os occitanos en Portugal por mor do decreto de Afonso III.
Gustariame ler textos orixinais de todos os autores que nomeas escritos coa ortografía que ti chamas de unitarista. Se isto fose certo o reintegracionismo sería lexítimo. Senón non.
Pero nada... seguide falando das institucións e todas esas cousas... hahaha eu me saín pola tanxente...
Confirmo o dito por Celso, antes da ultima reforminha, a Junta negava sistematicamente as subvençons as publicaçons escritas em minimos. Nom vou citar exemplos, mas hai-nos a varrer. Agora os minimos som quase oficiais. Em poucos anos...
Castrexo, és patético. Lê mais e vê como há dúzias de "lusistas" a dizer o que resumida e amavelmente tem explicado o Cáccamo. Já cho tenho dito: lê mais, rapaz. E deixa-te de procurar modelos nas Catalunhas. Do que se fala aqui é de por séculos houve galegos/as interessados em REintegrar a sua língua e cultura no tronco comum da Lusofonia e a oficialidade está continuamente olhando para outro lado.
E DE UMA MALDITA VEZ: NÃO HÁ ORTOGRAFIA / NORMATIVA OFICIAL.
NÃO É OFICIAL.
Castrexo:
Eu não sou especialista em história da língua. Só mencionei alguns nomes dos que tenho constância que escreveram assim. Não sou o primeiro em afirmar que a continuidade da escrita galego-portuguesa não se rachou durante os "Séculos Escuros". Deu-se o prático desaparecimento da escrita na Galiza, sim, e muito do pouco que se escrevia em galego tinha como modelo a escrita castelhana, sim. Mas há também durante esses séculos (que se demonstrará que não eram tão "escuros") autores e textos que evidenciam que o português era visto como o modelo culto para a língua, e o galego era escrito (repito) em formas mais ou menos semelhantes à portuguesa, mas em todo o caso não com a ortografia plenamente castelhana. Durante todo esse período há usos de J, GE, Ç, NH, SS, ÃO, etc. etc., evidentemente não como em Portugal (onde também havia pouca unificação ortográfica). Mas os textos estão espalhados ou inéditos.
Não afirmo que essa tendência fosse dominante entre as poucas pessoas que escreviam galego na Galiza, eu não o sei. Mas o que é claro é que o que agora se chama "reintegracionismo" não é um invento de quatro loucos dos anos 1980 com cornos e rabo.
Eis uma amostra de 1928, com irregularidades ortográficas, claro, mas não muitas mais do que outros textos galegos da época. Há que entender, também os possíveis problemas tipográficos para representar na Galiza uma língua que não fosse o espanhol:
"Serao
Sigue ó Sol lentamente ó seu caminho
n'a tarde esmorezente é silençossa,
p'ra mandar por n'o Seio presurossa
uma lúz que suzeda o seu destinho.
Sal a Lúa tristeira é passeninho,
a cara refrejando majestossa,
d'o Supremo luzeiro a lúz lumiosa
que busca tras d'os cumes alouminho.
Ós corvos verram n'os pináls dó moram,
a campá d'a vetusta Igressia sóa,
vestindosse de lóito ás núbens choram.
N'amentra'l'o esprito d'a serao vóa,
ós cristianos n'o tempro a Deus adoram,
i-o éco melancúnico d'a oraçao ressóa.
Alfonso Castro-Dono
Em "Vida Gallega", nº 373, 1928.
-celso
Sara-mago (e Cáccamo)"antes da ultima reforminha, a Junta negava sistematicamente as subvençons as publicaçons escritas em minimos. Nom vou citar exemplos, mas hai-nos a varrer. Agora os minimos som quase oficiais. Em poucos anos..."
Efectivamente quando chegou ao poder a gente que defendia os mínimos passarom a ser "oficiais", nom dá para reflectir? o jeito de que o reintegracionismo tenha sucesso é influir no BNG e no governo, e iso passará quando lhes interese eleitoralmente, quando haja suficiente apoio popular, e isso dificilmente vai passar se continuamente se identifica reintegracionismo com desligitimar a democracia, considerar a Xunta pouco menos que un instrumento da coroa para nos colonizar, e considerar qualquer iniciativa normalizadora da Xunta errada por sistema, que é o que defende o tal António Gil dia sim e dia também, mas bom, a vedade é que tem muito sucesso em algúns círculos. A Galiza é um pais pequeno assim que com quatro que se citem uns a outros ( e mais agora com internet)já mmontas um bom barulho. Eu acho que muitos reintegracionistas nom pensam assim, e que de feito este discurso é perjudicial mas é o que há, polo que se ve.
Não é preciso nenhum reintegracionista para deslegitimizar a democracia... Só com reparar na figura do El-Rei, sendo um trabalhador, já está mais que deslegitimizada. Parece-me incrível o que leio, Xixixis.
Olha, acho que é um erro pela tua parte escrever "oficiais". Repara nisto, usas aspas nessa palavra para significar uma ideia que não tem a ver com a palavra OFICIAL, e como sabes que a ortografia/normativa não é oficial na Galiza, e como também sabes que muita gente cai nesse erro porque é um erro promovido desde o governo galego, então por isso usas as aspas. Mas não deixas de usar essa palavra para significar outra cousa. Bem, tens que fazer imediatamente um exercício intelectual que consiste em definir POR OUTRAS PALAVRAS aquilo que quiseste significar com "oficial".
Quando consigas fazer isso verás que não tens as cousas tão claras como pensas. E verás que os "logros" atingidos pelos "mínimos" nem são uma cousa nem a outra: as pequenas cedências que fizeram ao longo de trinta anos, não se empregam e quase ninguém as conhece. Porém, a castelanização avança a passo de gigante e isso que são os mesmos...
xxx: levas razom, mas esquece o Bloco. Postos a influir, influamos de vez. Eu sempre achei que a melhor opçom era umha infiltraçom maciça de reintegratas no PP, no exercito, na policia, na burguesia espanhola, na RAE e na igreja catolica. O dia que consigamos isso estara todo feito. Olha para o Hugo Chavez: andava a pintar a mona jogando a guerrilheiro nos montes, mas logo reflectiu e mudou de estratagia, meteu-se no exercito contra o que lutava e mira onde chegou...
Nom, agora a serio. Penso que compreendo as tua preocupaçom, mas eu acho que tu falas como se o reintegracionismo fosse um partido politico, um todo, um bloco compacto. E nom é nem tem por quê ser. Claro que vivemos num mundo onde a imagem, a marca, resulta fulcral para o sucesso "comercial" de qualquer producto. Mas eu resisto-me a cair nessa conceiçom das cousas, que acho empobrecedora. Os movementos sociais som e sempre seram diversos e heterogeneos, na medida em que a sociedade for diversa e heterogenea e na medida em que nessa sociedade houver individuos livres. E essa é a mensagem que cumpre transmitir à gente.
Na medida em que um individuo nom ocupe um carrego visivel dentro dum colectivo, nom ha por quê entender que esse individuo representa a ninguem. Representa-se a si, unicamente. Se eu digo parvoices, e digo-as, gordas, eu som o unico responsavel e o unico prejudicado.
Ha muita gente critica com o sistema que som tambem reintegracionistas, mas tambem ha na Galiza, muita gente, mais ainda, critica com o sistema que som isolacionistas e ha muita gente, provavelmente ainda muitos mais, que som criticos com o sistema a falam espanhol.
Quanto mais medre o reintegracionismo, mais diversidade havera. Agora incluso semelha que temos empresarios reintegratas. Assim que deixemos que cada um se exprima livremente, porque, se nom, na minha opiniom, nom teria sentido nem o reintegracionismo nem o resto do projecto de construçom nacional galego. O tempo pora a cada um no seu sitio, mais, seguramente, em funçom das suas obras que das suas palavras.
Se falamos concretamente do Bloco, se o Bloco quiser adoptar o reintegracionismo, poderia começar por respeitar a liberdade ortografica nas actividades que organizam. Em tanto nom estiverem dispostos a fazer nem isso que nom venham com escusas... que nom peçam impossiveis para escapar das suas responsabilidades linguisticas. O castrapo é mais confortavel para todos. Termos umha linguinha pequena, para alouminhar na banheira, coma a bomba atomica pequena de Bukowski.
Graças pola resposta Celso.
Ei! Observador.
Nom pensedes que som tam isolino. Interessei-me polo reintegracionismo no seu momento e aprendim a escrever galego reintegrata hai já un par de anos. Hahaha. O que passa é que tento entender as duas posturas e tratar de saber quem é o que minte e manipula menos e quem me dá argumentos lingüísticos mais coerentes. De aí a minha postura vacilante.
Desde logo, o artigo de Celso é um artigo para ler amodo e reflexionar. O seu carácter resignado e catastrofista para com o galego deve de ser produto de viver e trabalhar na Corunha... :)
Usade argumentos lingüísticos e nom políticos para a defensa do reintegracionismo como a tradiçom literária, o diasistema ou o continuum e tudo irá bem para vós reintegracionistas.
Eu continuarei a manter umha posiçom neutral.
Castrejo, amigo, a internet é um universo freaky. Es o meu idolo. Nom cambies nunca.
O reintegracinismo é umha corrente dentro do galeguismo. E, portando, um projecto politico e apenas tem sentido como projecto politico. O isolacionismo também. Os argumentos historicos e linguisticos som importantes, mas secundarios. O que se joga aqui é o futuro, nom o passado.
Agora, oh tu, mestre do surrealismo, deleita-me com outra das tuas absurdidades, geniais na sua simplicidade. Nom sabes o que daria por saber como funciona a tua cabecinha...
Sara_Mago.
"O isolacionismo também. Os argumentos historicos e linguisticos som importantes, mas secundarios. O que se joga aqui é o futuro, nom o passado."
Os argumentos lingüísticos e históricos son secundarios para a estandarización dunha lingua? Ahms. Non o sabía. A idolatría é recíproca neste caso. Basea as túas argumentacións con solidez e non soltes semellantes verdades como templos sen xustificalas.
"Agora, oh tu, mestre do surrealismo, deleita-me com outra das tuas absurdidades, geniais na sua simplicidade. Nom sabes o que daria por saber como funciona a tua cabecinha..."
A miña cabeciña funciona con autonomía, visión crítica e independente. É a cabeza dun filólogo que cree na lingüística ou na historia como ciencias autónomas e independentes do intrusismo político. Non sei como será a túa cabeza pero xentiña coma ti que exerce intrusismo en cuestións lingüísticas con razoamentos alleos á ciencia en cuestión SOBRAN! entendiches? Ti dedícate ao teu -aínda non se che coñece nin oficio nin beneficio- e deixa as cuestións lingüísticas para os profesionais. Ok?
Estou ata o carallo de que a lingüística e a historia non sexan ciencias autónomas neste puto país de paletos (e falo de España a nivel xeral) e de que todas as vertentes ideolóxicas pretendades tomar á xente por parva e utilizalos para as vosas fins políticas paletas a través do insulto e dos vosos construtos filosofico-político-festivos.
A miña cabeciña é, en primeiro lugar, dun cidadán con preparación académica suficiente como para pensar por si mesmo (con AUTONOMÍA e INDEPENDENCIA) e como para non deixar que tomen por parvo a través dos construtos made in Sara_Mago and Company nin o utilicen como un autómata. Aos comunistas é o que vos interesa: facer á xente parva. Só hai que ver como funcionan os estados comunistas coma Corea.
A min dende logo non me interesa nin o máis mínimo saber como funciona a túa cabeza.
Dentro de cuestións lingüísticas son PRIMARIOS os criterios lingüísticos. O resto é PALLA que non vale para nada.
Fracasades, reintegracionistas, fracasades en 25 anos porque non vos dá a cabeza para argumentar e xustificar o reintegracionismo dende a autonomía lingüística. A xente non é parva por moito que vós pretendades facela!
Finalmente rectifico a miña anterior intervención. Cabe dicir que eu o que aprendín é portugués por motivos de curriculum basicamente e non a puto código híbrido do PGL. Non teño absolutamente nada en contra da lusofonía. Xa lin de abondo nesa merda de portal e xa lin de abondo aos seus simpatizantes.
Obrigado. Ja sei como funciona a tua cabeça. Desculpa pola provocaçom deliberada. Agora ja ninguem duvida da tua neutralidade cientifica ;-)
E serían tan complicadas este par de cousiñas:
1º/ Que a Xunta se preocupe de que a radio e, sobre todo, a TV portuguesa se poida ver en Galiza
2º/ Que a Xunta admita dúas normativas a nivel científico, universitario, divulgativo mesmo, e ,dunha maneira "transitoria", se sega empregando a da RAG para o ensino en xeral, na perspectiva de acadar a máxima homoxeneización ortográfica co portugués nun proceso de normalización real.
Parabéns Celso.
E sobre o que falaba un máis arriba sobre se isto é ou non un estado fascista, xa sei que a cousa soa un pouco forte, porque nos remite a tempos pasados, que de ningunha maneira quixeramos para os nosos fillos. Pero, falando en serio, a cuestión é a seguinte: non coidades que o modelo "democrático" occidental está practicamente esgotado, e que o controlo absoluto dos medias pola masada de bancos-seguros-autopistas-grandes superficies-... está trillando o tronco do sistema dos tres poderes, deixando só o cascallo. O resultado, de momento, non é un estado fascista como o de Hitler ou Mussolini, pero o certo é que cada vez a xente do común se sinte máis lonxe da toma de decisións e defraudada por unha caste de políticos que falando en vallisoletano "ellos se lo guisan y ellos se lo comen". E con isto non quixera xeralizar pero xa dicía o vello das barbas algo así como que a conciencia non fai ao home, senon o medio social no que se desenvolve. E nesta liña non me quixera exteder pero si constatar que a crítica ao sistema de "representantes" está como nunca no centro do debate, e cada vez máis, desde posicións de esquerdas ("Socialismo do Século XXI"), visto o visto, deféndese a idea da "Democracia Participativa", como contrapunto a dexeneración existente.
Estimado Celso, a soberbia aparece máis cando xulgas:
"Está claro que não queres debater muito, apenas emitir opiniões ad hominem", mais acho que xixixis che retrucou ben. Non era ese o debate, de todos os xeitos.
O que me tes que dicir é onde e cando Rosalía e Pondal escribiron segundo unha norma reintegracionista, non dou atopado eses textos. E acho pouco serio iso de "continuaram a utilizar a ortografia histórica galego-portuguesa nalguma medida". Pouco científico. Eu fun o primeiro en pór o nome de Pintos no debate, mais até onde eu sei ó seu lusismo tan só se reduciu a substituír o x polo g ou j etimolóxico, após de vivir en Portugal. No tocante ao resto de autores do século XIX e anteriores, como che indico arriba descoñezo a súa filia cara ao lusismo. Agardo que nos indiques onde están eses textos, imaxino que Pondal e Rosalía non terán os seus textos "espalhados ou inéditos"...
E non sei de onde sacas o dos textos en portugués nos séculos escuros, deberías, digo de volta, sacar eses datos para afianzar o que dis. Existen realmente ou serán producións falsas tipo "O saqueo de Cangas", (ese do lonxe, lonxe,lonxe) que por moito que digan os libros de texto fixeron xentes coma Vicetto, Murguía, etc.??
Ollo cos impostores!!
saúde
Concordo con bainha, e d@s pouc@s que aporta algunha idea nova, alén da loita "luso-isolata".
A primeira opção gráfica definida como tal, ou seja, a primeira norma reintegracionista é dos anos 80, no século XX. Como queres que Rosalia ou Pondal a tenham usado?
O reintegracionismo não é só o uso de uma norma diferente da estabelecida pela oficialidade, Lavesedo. Já cho diz o Celso: são séculos de construção de discurso na Galiza que vai numa linha diferente da marcada desde Madrid.
Porém, o que fazem Rosalia e Pondal não é, com toda certeza, o que os ilgarragueiros pregoam onde quer gigante, senão é que cousa bem diferente, a começar porque eles não se fecham em banda à Lusitânia, senão que os braços tendem amigos, à nobre.
O discurso, Lavesedo, trata-se do discurso, de como queres fazer as cousas, que como pensas. Também de como escreves, sim, isso também. Mas não só.
Bainha: nada é difícil de fazer quando se têm vontades e possibilidades. Difícil não é, não... Já podiam fazê-lo, então? Sim, claro, já podiam, sim...
Se tomarmos "português" e "español" como pontos de referência para "galego", de todas as soluções escritas ao longo da história da Galiza, o poder linguístico galego tomou sem dúvida a mais afastada de "português", sem incorporar nem sequer os J, G que foram constantes até ao séc. XX, por não dizer Ç, SS, -M, até algumas flutuações entre NH e Ñ, e obviamente as soluções morfológicas tipo -ÇON, -ZÓN, -BEL, -IZA, etc. etc.
Afirmei e afirmo que essa tradição continuou ininterrompidamente durante os chamados "séculos escuros", embora em menor medida, claro. Tenho visto textos, pequenas amostras (não saberia dizer agora onde) de pessoas cultas galegas (eclessiásticos, por exemplo, que eram dos poucos que sabiam ler e escrever), que ora representavam a fala, ora produções próprias, com traços pretensamente "portugueses". A constante, sim, é a variabilidade, mas também a presença de "portuguesismos" gráficos.
Não afirmo que isto fosse "reintegracionismo" na prática como se entende agora. Mas sim me parece que a escrita portuguesa nunca deixou de ser também, para as poucas pessoas que liam e escreviam na Galiza, um referente para a escrita galega. Isto não tem qualquer mistério, vista a identificação linguística entre "galego" e "português", baseada na semelhança formal das variedades.
O que se efectivou nos anos 1970 foi quebrar esta tradição e prescindir até dos J, G "etimológicos".
Saúde,
-celso
"GALLEGA
Non é menos ó pesar
de España, que ó prazer,
pois nim pudo mais perder
nim pode mais desejar".
1701. Anónimo. Poema para as exéquias de Carlos II.
[Em Fr. Samuel Eijan, Franciscanismo en Galicia. Estudio histórico. Santiago: Tipografía "El Eco Franciscano", 1930, p. 76]