Marca como obxectivo que a ONU recoñeza a Declaración Universal dos Dereitos Lingüísticos, aprobada unanimemente no Congreso español.
Logo da xuntanza mantida en Gdansk (Polonia), a Axencia Europea para as Linguas Minorizadas (EBLUL) xa deu a súa diagnose: estase a producir un aumento na incomprensión e animadversión cara as linguas ameazadas. Así o vén de confirmar o presidente do comité desta axencia para o Estado Español e presidente da Mesa pola Normalización Lingüística, Carlos Callón, quen reiterou a existencia de "grupos de poder que desenvolven discursos contra as linguas galega, catalá e vasca", unha situación que el cualifica de "racismo lingüístico". Neste sentido, Callón aludiu a grupos como o Partido Popular que "considera que hai linguas de primeira, linguas que poden ser usadas con normalidade e linguas que non".
Obxectivos para o futuro
A Axencia Europea para as Linguas Minorizadas márcase como obxectivo que a Organización de Nacións Unidas (ONU) recoñeza a Declaración Universal dos Dereitos Lingüísticos, elaborada e asinada por organizacións non gobernamentais reunidas en Barcelona en 1996, e aprobada por unanimidade no Congreso do Estado Español. Neste sentido, xa se mantiveron xuntanzas con embaixadores "coa esperanza de que poida haber resultados concretos antes de que finalice o ano".
Ademais, a concienciación é outro dos propósitos que se marca Callón nos vindeiros tres anos de mandato ao fronte da axencia: "queremos que o pobo galego saiba que aquí se están a vulnerar tratados internacionais sobre dereitos lingüísticos". Ao tempo, A Mesa manterá unha liña de acción de asesoramento ao Comité de Expertos do Consello de Europa, que vixía o cumprimento da Carta Europea das Linguas Rexionais ou Minoritarias (CELRM). O presidente da Mesa asegura que en Galiza non se está a aplicar esta lexislación en eidos como o do ensino, no da xustiza (só o 8% das sentenzas están en galego), na existencia de formularios e webs públicas en galego, na atención ao público... e asegura que estes incumprimentos non se dan só por parte da administración do Estado, senón tamén por parte do propio Goberno galego.
Minorizada na Galiza, que nom no mundo. Vá! isolatas. Ao ataque!
Callón: menudo tumor para el gallego.
Vese que che proe o que di, nonsi? cancro españolista!!
Sí, he de reconocer que es uno de los tipos que más me enfada de cuantos viven a mi cuenta para imperdirme usar mi lengua.
#2 e #4 Som, dum ponto de vista sócio-lingüístico incompatíveis no nosso território lingüístico; acho que este indivíduo só busca protagonismo e estressar ao persoal. Nom terá, o coitado españolito, quem o ature fóra deste foro.
Vaite a usar a túa lingua a un foro que sexa tan españolito coma ti.
Senor Mexa, o que teñen as sociedades máis ou menos democráticas é que todos vivimos á conta de todos. o seu problema de vostede debe ser que estaba afeito a que moitos lles pagaramos á ronda a catro ou cinco de vostedes.
4#
"Sí, he de reconocer que es uno de los tipos que más me enfada de cuantos viven a mi cuenta para imperdirme usar mi lengua."
E logo? É isso o que che dizem os teus alunos ... e os pais ...? Pois se quadra tenhem raçom.
2#
"Callón: menudo tumor para el gallego."
Nom ho!, o tumor do galego som os úrsidos e aves de carniça profascistas com pele de cordeiro demócrata. Se nom fora por esta fauna fascista nom haveria necessidade de Calhóns e outros, a gente simplesmente seria livre para falar o que quiser ...
En el final de la semana pasada leí un texto en Vieiros.
El texto fue presumiblemente eliminado por la redacción de Vieiros.
No estoy de acuerdo con ningún tipo de censura.
Por lo tanto, aunque no estoy de acuerdo con algunas conclusiones, decidí publicarlo.
Por la libertad de prensa tras el texto que he copiado en Vieiros:
“”««O meu amigo que usava em Vieiros o nome “ LiberdadeGaliza” pediu-me que publicasse este texto em VIEIROS porque os seus textos têm sido censurados e por último foi cortado o acesso a Vieiros presumivelmente pela sua redacção.
O QUE É SER NACIONALISTA:
“A padeira Brites de Almeida não foi uma mulher vulgar. Era nacionalista, grande, com os cabelos crespos e muito forte. Não se enquadrava nos típicos padrões femininos e tinha um comportamento masculino. Nasceu em Faro (Algarve) Portugal, de família pobre e humilde. O Reino de Portugal tinha sido fundado só há 240 anos e os portugueses sentiam-se ainda galegos.
Mais do que nacionalismo português havia um sentimento contra Castela e Leão pelo facto de pouco tempo antes os independentistas galegos terem sido esmagados por exércitos desses reinos.
Para o povo português a derrota castelhana em Aljubarrota para além de ser decisiva para Portugal representava um ajuste de contas com Caslela e Leão pelo que tinham feito aos irmãos independentistas galegos.
O dia 14 de Agosto de 1385 amanheceu com a notícia da invasão de Portugal pelo exército castelhano constituído por mais de 30000 homens criando as condições para a batalha de Aljubarrota. A padeira Brites de Almeida não conseguiu resistir ao apelo da sua natureza. Pegou na primeira arma que achou e juntou-se ao exército português que só com 6500 homens já incluindo 300 arqueiros ingleses naquele dia derrotou o invasor castelhano que tinha um poderoso exército com mais de 30000 homens incluindo castelhanos, franceses e genoveses. Depois da derrota castelhana chegou a casa cansada mas satisfeita, despertou-a um estranho ruído: dentro do forno estavam sete castelhanos escondidos. Brites pegou na sua pá de padeira e matou-os logo ali. Tomada de zelo nacionalista, liderou um grupo de mulheres que perseguiram os fugitivos castelhanos que ainda se escondiam pelas redondezas. Conta a história que Brites acabou os seus dias em paz junto do seu marido lavrador mas a memória dos seus feitos heróicos ficou para sempre como símbolo da independência de Portugal. A pá foi religiosamente guardada como estandarte de Aljubarrota por muitos séculos, fazendo parte da procissão do 14 de Agosto.
A Batalha de Aljubarrota foi uma entre muitas que o invasor castelhano foi derrotado e humilhado em Portugal. Versão castelhana indesmentível: http://es.wikipedia.org/wiki/B...
No fim da batalha nenhum comandante português ficou ferido. Dos 5 comandantes castelhanos 2 foram mortos( Juan de Rye e Pedro Álvarez Pereyra), 2 ficaram gravemente feridos e prisioneiros ( Pero López de Ayala e Gonzalo Nuñez de Guzmán ) e 1 (o Rei D. Juan I de Castela) fugiu gravemente ferido, beneficiando da clemência do Rei de Portugal. O rei D. Juan de Castelha ostentou falsamente o título de Rei de Portugal sem nunca o ter sido porque nunca foi aclamado pelo povo nem em cortes e foi derrotado militarmente pelos portugueses. Morreram mais de 10000 homens do lado castelhano (em 2004 um historiador espanhol diz sem fundamento que só morreram 3000) e 6000 foram presos. A certeza é que dos mais de 30000 homens do exército comandados por D. Juan I de Castela que invadiram Portugal só menos de um terço voltam. Chegaram a casa só menos de 7000 homens muito feridos. Dois (2) rios na zona de Aljubarrota ficaram entopidos com os corpos mortos das tropas castelhanas. O povo matava todos os soldados castelhanos que debaixo de humilhação tentavam fugir até que o Rei de Portugal pediu clemência ao povo pelos derrotados para que alguns podessemregressar a casa. Só este pedido de clemência do Rei português que o povo obedeceu, permitiu o regresso de menos de 7000 dos derrotados onde se incluia o Rei D. Juan de Catela após humilhação popular. Das mãos da padeira Brites de Almeida foi salvo e feito presioneiro o comandante castelhano Pero López de Ayala já com dentes, pernas e braços partidos, quase sem vida, pelo exército português que o queria vivo para dar informações e ser peça de negociação da paz definitiva. Na sociedade machista da época a humilhação foi tão grande que os castelhanos se dividiram em duas explicações, uns diziam que Brites de Almeida não era uma mulher normal tinha grandes mãos com seis dedos em cada uma, outros que tinha sido um sonho ou uma lenda. A verdade é que a biografia desta mulher está documentada desde o nascimento até à sua morte. A grande superioridade numérica de nada valeu aos castelhanos. Nesta batalha morreu a élite do exército castelhano, fidalgos e nobres dos mais importantes. Foi decretado luto em Castela por 2 anos.
Deste facto histórico temos de tirar duas conclusões:
Primeira- Os portugueses só com 6500 homens ganharam contra um exército com mais de 30000 porque usaram a inteligência. Quando o Rei de Portugal sobe da invasão estava à mesma distância de Aljubarrota que as forças castelhanas e ainda teve de reunir as tropas. Teve a inteligência de empurrar os castelanos para o melhor local para os portugueses vencerem a batalha e conseguiu. Ou seja conduziu a guerra antes de começar.
Com este facto histórico não se pretende insentivar a violência mas a inteligência. Hoje não é com guerras ou guerrilha que a Galiza conquistará a sua autodeterminação conforme está consagrado no direito na carta das Nações Unidas. Os patriótas galegos têm meios políticos e económicos para inverter esta situação de forma à Galiza deixar de ser um terriutório colonizado onde a vontade castelhana prevalece. É só usar a INTELIGÊNCIA.
Segunda- Os portugueses depois de derrotarem os castelhanos, destruiram a elite não só do exército de castela, mas também dos aliadas destes franceses e genoveses. Podiam então Portugal invadir Castelha e ocupá-la. Hoje tiríamos os portugueses colonizadores e os castelhanos terrorista a lutar pela sua independência. Mais uma vez Portugal mostrou inteligência por saber que um povo não pode ser livre se subjugar outros. Aproveitou a vitória para se solidificar como país soberano e começou a sua expansão comercial ultramarina ainda no reinado desde Rei vencedor em Aljusbarrota e sendo um povo pequeno criou o maior império do mundo. Desenvolveu a arte de navegação que a outra potência marítima mundial a Inglaterra só 200 anos depois conseguiu chegar aos mesmos sítios. E só foi obrigado mais tarde a dividir o mundo com Espanha porque homens como Cristóvão Colombo e Fernão de Magalhães aprenderam a arte de navegar em Portugal e zangaram-se com o Rei português indo oferecer os seus serviços a Castela. Os portugueses souberam sempre melhor lidar com os nacionalismos veja-se o caso do Brasil não houve guerras de libertação, antes da independência o nome do Estado Luso era: Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Portugal era o território que se tornou independente da Galiza, os Algarves eram as terras reconquistadas aos mouros e povoadas (a sul do rio Tejo). O Brasil acabou por ser independente porque o rei de Portugal o deu ao seu filho coroando-o como o Imperador Pedro I.
Pelo contrário a tradição castelhana é oprimir os nacionalismos. Franco foi o homem da oportunidade perdida de fazer o Reino Unido de Espanha.
Depois da vitória tinha todas as condições para fazer uma federação de Estados com todas as nações e não um Estado totalitário que oprime as outras nações.
Na época da batalha de Aljubarrota a monarquia era absoluta, mas chamava-se aos nacionalistas REBELDES. Hoje na dita monarquia democrática chama-se aos nacionalistas TERRORISTAS. Assim não dá! Torna difícil a paz. O nacionalismo é um problema político e são os políticos que têm de resolver.
Nota: Batalhas com esta dimensão entre Portugal e Castela houve 3 em épocas diferentes ganhas por Portugal além de outras mais pequenas para defender a integridade de Portugal. A independência de Portugal foi conquistada com muito sangue e não oferecida.
Relevante foi também as 3 derrotas de Napoleão de França aliado a Castela derrotado e humilhado nas três invasões. A inteligência foi sempre decisiva na vitória. Nós galegos temos que aprender com o passado e com inteligência construirmos o futuro. Somos um povo colonizado economicamente e culturalmente.”
Autor
INDEPENDENTISTA »»””
Nota final.
Parece que este punto de vista fue criticado por dos veces en Vieiros:
Una vez publicados por: Usuário LiberdadeGaliza.
Un segundo momento en publicado por: Usuário INDEPENDENTISTA
Vieiros cuando él era libre de impresesa se descatadamente en el primer lugar en rankigns las páginas más populares en Google.
Cando comenzó a condenar los nacionalistas disminuyó con la distancia a la red segundu lugar. http://www.google.com/Top/Worl...
No meu fraco Galego-português tenho de dizer á redacçom de Vieiros ou têm um jornal dixital aberto sem censura para os galegos oprimidos poderem dar a sua opinion sobre o que tem sido a colonizaçom castelhana na Galiza e terá um jornal com muitos leitores , ou polo contrário terá poucos leitores mas receberá dinheiro do governo espanhol por contribuir com a morte da nossa língua materna o GALEGO-PORTUGUÊS e impor o dialecto o PORTUNHOL que se tenta por opçon dividir os galegos entre si e estes dos irmóns da fala em todo o mundo. De nada vale falar de qualquer assunto da Galiza se o fundamental que é o respeito pela sua identidade, cultura e língua não forem resolvidos. Tudo o resto é como diz o brasileiro , é enrrolar o povo. Peço desculpa aos leitores de Vieiros mas perante a censura detectada copiei e reproduzi esta mensagem histórica.
Zé Castro
Curunha Galiza Europa
E logo non llo borrarían por pesado,e porque sobre todo,este non é o sitio de publicar esas cousas? Aquí estamos para comentar a noticia que pon aí enrriba,últimamente isto perdeu moito a verdade...
Home micsha, hai que ser un pouco razoable. Tamén cos meus impostos se mantén o Instituto Cervantes, fanse barcos de guerra que serven para matar persoas, minas antipersoa, bombas de racimo..., digo cos meus impostos e cos dos demais, porque moitas destas empresas son do Estado. Ao mellor é que pensas que cos meus impostos debe subvencionarse e cultura española (contra a que non teño absolutamente nada) pero non a galega. Se pensas iso pois daslle a razón aos que te acusan de racismo lingüístico. E o de vivir á túa conta habería que mirar cantos impostos pagas tí que seguro que son bastante menos dos que pago eu. É máis, estou seguro que pago máis impostos eu do que cobras tí bruto ao mes. Afortunadamente en Europa Occidental aínda hai unha certa redistribución da riqueza para moita xente teña acceso á sanidade, educación...etc. E moita xente que paga moitos impostos non anda protestando porque os redistribúan a quen os necesita.
A cousa nom é tam complicada. Espanha começou com aquilo de "Tanto Monta, Monta Tanto Isabel como Fernando", depois vencerom ao Conde de Lemos, Galiza perdeu o Bierzo e algo mais... vinherom as leis... Pasarom máis de quinhentos anos e a doma e castraçom nom foi tam bem como se projectou, agora Fernando quere "montar tanto" e teimam em que nom...
Este proceder castelhano-espanhol vai encaminhado ao estabelecemento dum estado-naçom e por tanto nom adminte a existência doutras nações dentro do estado, para lograr isto leva quinhetos anos fazendo cousas concretas para ELIMINAR esta diferença cultural. Este processo de eliminaçom dumha cultura por parte doutra (dominante) cháma-se ETNOCIDIO, entanto que o genocidio elimina também às pessoas em massa, o etnocidio "limita-se" a fazer todo o que o Estado é quem para que a diferença cultural desapareça.
A lingua,como expressom mais evidente da existencia doutra naçom dentro do estado, é objecto dos ataques mais visíveis e demagogicos, atacam desde dentro (TVG, ILGA...) ou desde afora, como está a acontecer agora com el Mundo eo o PP.
Pois bem, estas acções concretas em contra da lingua propria dumha naçom só podem ser qualificadas como actos etnocidas (que concepto feio e repugnante, verdade?) entanto vam encaminhados á sua eliminaçom em favor doutra, a que "agrede" e constiui por si mesma um acto de violência.
Talvez isto nom goste a muitos, mas é o que temos, é o que há.
Proponho que este tipo de comentários passem ao Open Vieiros, ou a espaço similar criado ao efeito, (Verdades reveladas, ou iluminaçons ascéticas, o recuncho dos cogomelos mágicos... por dar exemplos de possíveis nomes) e que a redacçom de Vieiros explicasse; se se der o caso, as razons dessa nova ubiquaçom. Nom acho mui racional colar nos comentários de todas as notícias o mesmo (extensíssimo) comentário, artigo ensaio... ou que for.
Sen que serva de precedente recoñezo que Carlos Callón ten razón nalgunhas cousas das que di, aínda que as dí de maneira que pretende que a xente ignorante extraia unhas conclusións falsas:
1) Cero que non se cumpre a CELROM no que se refire ao ensino. Os alumnos que así o desexasen deberían ter garantido un ensino integramente en galego, sen prexuízo de aprender a outra lingua oficial (así o establece a CELROM nos termos na que foi ratificada por España en 2001). Agora ben, iso non quere dicir que o ensino teñan que ser en galego para TODOS os alumnos galegos: o artigo 7.1.g da CELROM dí ben clariño que os poderes públicos proveerán dos medios suficientes para que os falantes DOUTRAS LINGUAS residentes no mesmo territorio no que se fala a lingua rexional poidan aprender esta SE ASÓ O DESEXAN (isto é confirmado nos párrafos 65 e 66 do correspondente informe explicativo da Carta). Así que Callón non digas que o ensino en Galicia ten que ser en galego para TODOS para que cumpra a Carta: iso é MENTIRA, e se os "expertos" (en chupar da canoa polo visto) din oura cousa que os manden a estudar a Carta: os falantes doutars linguas non están ao servizo da extensión de ninguna lingua "minorizada" (nin tampouco os propios falantes dela, que deben ser libres de cambia de ha´bitos lingüisticos cando lles pete; o estado o que ten que facer é garantir as condicións necesarias para que os falantes de linguas "monorizadas" no sexan disuadidos de empregalas en conservalas por teren dificultades de relacionarse coa a dministración ou recibir os seus servizos nela, así como de usalas na súa vida privada sen retsricción, iso si, sen obrigarlle a empregalas a ningún particular).
2) En efecto, tanto na xustiza como na sanidade non está aínda garantido que os que así o desexen poidan recibir a documentación en galego e mesmo seren atendidos en galego (sequera mediante tradución, xa que pode haber implicadas partes que prefiran empregar diferentes linguas oficiais e teñen todas dereito a ver respectados os seus dereitos lingüísticos). Se hai páxinas web oficiais de órganismos radicados en Galicia que non teñan a versión en galego ten que corrixirse esta anomalía que conculca os dereitos dos que prefiran empregar o galego.
3) Agora ben, Carliños. Os castelanfalantes tamén teñen dereito a que todas as webs oficiais estean tamén en castelán, ou non haberá igualdade de dereitos. Cando vaiamos a una dependencia pública (incluídos hospitais)todas as informacións, folletos e impresos deberán estar tamén en castelán, no só en galego. E cando alguén se dirixa á administración en castelán, esta deberá responder en castelán. E se os que así o desexen poden recibir o ensino en galego, tamén deberán podelo recibir en castelán os que desexen esta opción (repito, artigo 7.1.g da Carta), e tamén deben facilitarse vís mixtas nas que se empreguen as dúas linguas como vehiculares, e isto tamén é unha recomendación dos verdadeiros expertos que fomenta voluntariamente a intercomprensión lingüística. racismo lingüistico e xenofobia é opoñerse a que o castelán, que é a lingua propia de moitos galegos, sexa empregadonas informacións públicas xunto co galego. E se predomina en ámbitos privados é indiferente, xa que "para compensar" (¿a unha lingua, que carece de dereitos?) no se poden restrinxir os dereitos dos castelanfalantes. A igualdade de dereitos lingüísticos non consiste en que as dúas linguas sexan empregadas "globalmente" por igual, nin coñecidas igualmente por todos os habitantes (non sei se algún sabe o que é o bilingüismo social).
En Finlandia hai dáus linguas oficiais (e unha máis non oficial "minorizada", o sami) e como hai un 94 % de falantes dunha e un 6 % de falantes doutra, a ninguén se lle ocorre pensar que a igualdade de dereitos consiste en que se empreguen por igual as dúas linguas: unha emprégase moito máis ca outra, como é de caixón e hai igualdade de dereitos lingüísticos. As restriccións veñen motivadas por a falta de demanda de falantes en algunhas zonas. Os que din que todos os finlandeses son bilingües nas dúas linguas oficiais en igualdade de competencia minte coma un "bellaco". Hai una pequena parte bilingüe acse perfecta, una boa parte, case a metade da poboación, cun bilingüismo aceptable (con predominio da lingua materna) e practicamente a outra metade cun bilingüismo imperfecto, pero que permite a intercomunicación, se cadra, por bilingüismo pasivo ou sesquilingüismo. E tan contentos e sen que se batan entre eles.
E por favro, non me veñan de que se trata de linguas que non corren perigo de desaparecer. Eu, nin ningunha persoa estou ao servizo da conservación de lingua algunha. A miña obriga de conservar ese "patrimonio" non pode pasar de non poñer ningún obstáculo a que esa lingua sexa empregada sen restriccións polos que así o desexen e contribuir con parte dos meus impostos para que haxa discriminación positiva, non desa lingua (que non ten dereitos), senón dos falantes en canto por falta de demanda suficiente o mercado non produza bens culturais de tipo básico. Como se fai en calquera páis verdadeiramente democrático. Isto non é racismo lingüístico, mentres que o que pretende Callón si que o é: eliminar no posible o uso do castelán no ámbito oficial e mesmo intervir no ámbito privado (no que non pode haber, por definición, linguas OFICIAIS) pra obrigar a empregar o galego a quen non quere facelo e non é empregado público. Non te pases de listo Carliños e non manipules a información nin os conceptos. Que se remate coa discriminación dos galegofalantes, estupendo, pero non a custa dunha discriminación dos que prefiren o castelán, que por certo , no corre perigo ningún de desaparecer (nin en Galicia tampouco). O perigo o corren os dereitos dos que queren empregalo NO EIDO OFICIAL. ¿Entendedes algúns algo pechados? OFCIAL, que inclúe a relación coas administracións e a recepción dos seus servizos, entre les, e en primeiro lugar de importancia, O ENSINO. Os nenos castelanfalantes nunha democracia non están para ser reféns ao servizo da "recuperación" do lugar que lle "corresponde" ¿? ao galego: ese lugar o determinarán os galegos sen que sexan coaccionados polos poderes públicos a empregar una ou outra lingua.
Comprendes Carlos? Que che dixeron os representantes de países democráticos ou con dúas linguas oficiais en parte dos seus territorios(Gales, Escocia, Irlanda, Finlandia, Eslovaquia, Eslovenia, New Brunswick, Alto Adigio - Trentino, Polonia - que permite estudar en alemán nalgunas zonas da antiga prusia Oriental, pero por suposto tamén en polaco, Rexión de Bruxelas, Voivodina, etc.)? A que en ningún se aplica o que ti queres aplicar en Galicia desvergoñado? Non mintas! E os expertos que viven da creación de "reservas antropolóxico-lingüísticas" que veñan eles e os seus fillos a servir á causa; pero que non nos usen como "laboratorios de boas prácticas" como din algúns "enxeñeiros sociais".